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quarta-feira, dezembro 1, 2021

Subindo a rampa

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Como artilheiro – tal qual Jair Bolsonaro, sendo que ele serviu no 9º G CAM (Grupo de Artilharia de Campanha), de Nioaque, eu no 10º, em Campo Grande) – aprendi que depois de uma saraivada de balas faz-se necessário uma pausa, um armistício, não apenas para recarregar as armas como também para sentir a reação do inimigo, quando sobra algum, antes da declaração de paz. Foi com esse sentimento que subi a rampa famosa do galpão construído pelo saudoso prefeito Humberto Teixeira, depois do cemitério Santo Antônio de Paula o logradouro público mais importante da rua Coronel Ponciano, a mesma cujas obras de duplicação o governador Reinaldo Azambuja dá início nesta segunda-feira em Dourados. Bons tempos aqueles em que a prefeitura era conhecida como “Casarão” da rua João Rosa Góes.

Muito bem. Não dá, ainda, para dimensionar o tamanho do estrago provocado pelo mais recente tiroteio deste blog em direção à uma repartição pública. Da primeira vez em que isso aconteceu foram poucos os sobreviventes, não só na prefeitura como no à época puxadinho dela na Avenida Marcelino Pires, a casa cujo nome foi popularizado também aqui – oficialmente, o Palácio Jaguaribe. Naquela época, de Ari Artuzi e seu secretariado, passando por poderosos empresários locais, Sidlei Alves, e seus pares, exceção à então vereadora Délia Razuk, foram todos parar no xilindró, sem contar os estilhaços que deixaram gravemente feridos ilustres representantes locais no Congresso Nacional. Outros petardos foram lançados na era Murilo, mas apenas tiros de advertência e também contra a própria Délia, aí já prefeita, estes, também causando algumas vítimas, mas sem abalar muito as estruturas do prédio.

Nos ataques anteriores nem deu tempo de contra-ataque. No caso do fenomenal Artuzi, pelo fator surpresa, embora sua tropa tenha sido advertida com muita antecedência, como comprova uma fala do delator da operação Uragano, Eleandro Passaia, dizendo que tudo o que estava sendo por mim denunciado era a mais pura expressão da verdade. Murilo Zauith, não permitiu que metessem a mão no cofre e se alguém o fez, como diz Michel Temer, foi muito bem feito, não deixando pista. Mesmo assim, ao primeiro sinal de que alguém poderia estar descumprindo suas ordens, depois de denúncias, claro, aqui no blog do insubordinado, ele foi ter um teretetê de pé de orelha com o xerife Ricardo Rotunno. Délia Razuk foi um fiasco, e por muito pouco não teve o mesmo fim de Artuzi.

Retrospectiva mais que válida para chegarmos a Alan Guedes. Como para quem sabe ler um pingo é letra, não custando lembrar que todo o tiroteio, desta vez, não só daqui disparado, mas com a adesão de outros insubordinados da imprensa, foi por conta de denúncias remanescentes de seu mandato como presidente da Câmara, na malfadada farra da publicidade. No galpão/casarão até agora pareeeeece que ainda se consegue obter uma certidão de nada consta. Mas como os tiros foram disparados quando ele já havia aboletado na cadeira deixada toda perfurada de balas por Délia Razuk, fui lá conferir o tamanho dos estragos.

Claro que no rádio-peão, antes mesmo que eu subisse a rampa, nesse hiato à espera da nova plataforma, a conversa era de que o blogueiro encrenqueiro e insubordinado já estava acertado com Alan Guedes. Pois bem. Minha sugestão é para que acompanhem o Diário Oficial do município, e, claro o blog. Não preciso me explicar, minha história fala por mim, mas para não fugir à regra, lembrando de uma cena antológica de minha adolescência, no final dos anos 1960, quando matava aulas matinais de educação física do professor Sultan Rasslan, no Colégio Presidente Vargas, atravessando a rua para assistir, ao vivo, na Rádio Clube, o programa “A Bronca” de Jorge Antônio Salomão, com quem aprendi a ser insubordinado do jornalismo. Uma de suas vítimas era o deputado Ivo Cersósimo. Levava um cacete danado. Um belo dia, na recepção ao “galinho de ouro” Eder Jofre, ícone do box brasileiro e internacional, lá estavam, aos abraços e num papo pra lá de animado, na recepção do campinho de aviação da Cabeceira Alegre, ninguém mais ninguém menos que Jorge Salomão e Ivo Cersósimo. É isso, sexta-feira fui recebido pelo secretário municipal de comunicação, colega Ginez César, um gentleman, mas sem direito de cruzar a “catraca” de acesso ao gabinete principal. A única coisa que Ginez me pagou foi o cafezinho prometido há mais de dois anos pelo chefe dele.

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