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A ciclo-faixa como exemplo de estilo de governo

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19/02/2009 – 11:02

A grande jogada de marketing da carreira política de Ari Artuzi aconteceu no dia em que ele, já deputado estadual, em companhia do vereador Walter Hora, se uniu aos comerciantes da rua Cafelândia para destruir as ciclo-faixas ali implantadas pelo prefeito Laerte Tetila. Alavanca para destruir os tachões, alavanca para subir na política.

Por isso, não estranha, agora, que uma de suas primeiras atitudes depois de suceder ao próprio Tetila tenha sido a retirada dos tachões que atravancavam o trânsito na avenida Presidente Vargas. Como Ari é o próprio marketing ambulante, resolveu começar exatamente pela ciclo-faixa que era mais cara ao prefeito que não escondia sua preferência pela causa indígena. Só que, ao retirar o corredor de tráfego mais seguro de acesso à maior aldeia indígena urbana do Brasil Artuzi pode estar dando um tiro no pé, a menos que se junte aos próprios índios em seus rituais de reza para que nenhum deles morra atropelado em conseqüência de mais este factóide.

O pior é que a retirada dos tachões da Presidente Vargas dá a dimensão da falta de planejamento que parece nortear a nova administração, uma vez que o governador André Puccinelli já anunciou a inclusão da avenida no pacote de obras da reconstrução da rodovia Dourados-Itaporã. Ora, se o governo do Estado está prometendo asfalto novo e urbanização daquele trecho, pra que mexer agora?

Como, em se tratando de Artuzi, tudo é na base do afogadilho, pelo menos este critério de prioridade serve para deixar claro a diferença de estilo entre ele e Tetila. O petista entendia que as ciclo-faixas da Presidente Vargas, além de dar mais segurança aos índios, servia também para conter o caótico trânsito da avenida. Artuzi pensa diferente. Com ele é tudo no peito, na raça e, claro, na alavanca. Ou no pé-de-cabra.

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