10/03/2009 – 11:03
O deputado Geraldo Resende pode até tentar se justificar perante os eleitores, graças à competente estratégia de massificação de suas atividades, aí incluindo sua defesa no caso da infidelidade partidária. E, ao sair como vítima, sensibilizar o governador André Puccinelli, quem sabe com o objetivo de voltar ao comando da Secretaria Estadual de Saúde, uma vez cassado seu mandato parlamentar, hoje, no TSE, em Brasília. O problema é o deputado convencer os ministros daquela corte eleitoral, que já cassaram um colega seu em situação idêntica, de que foi perseguido pelo PPS, partido que teria mudado sua linha programática, e, por isso trocou de legenda.
Como Resende vai justificar a perseguição pelo partido se, durante o tempo em que lá estava chegou a participar da mesa diretora da Câmara Federal? Isso não é pra qualquer um e para integrar este seleto grupo, só com indicação partidária. Quanto à alegação de que o PPS é a favor do aborto e que ele, como médico, não poderia comungar de tal pensamento, só foi descobrir isso depois de dez anos filiado ao ex-partido comunista? Será que não leu os estatutos antes de assinar ficha?
Seria uma pena Dourados perder seu único deputado federal. Mas pior que isso é aceitar esse tipo de argumentação, como se ninguém soubesse que a troca de partido foi em obediência ao governador André Puccinelli, que precisava levá-lo para a base governista na Câmara Federal, além da possibilidade que vislumbrava de disputar a prefeitura pelo PMDB. O resto, como diz Lula, é tudo marola.
