18/03/2009 – 15:03
O polêmico estilista e deputado federal Clodovil Hernandes, que morreu ontem e deve estar sendo sepultado neste momento em São Paulo, foi reprovado cerca de quinze dias atrás na famosa máquina detectora de mentiras do programa Silvio Santos. Saiu bravo do programa, mas, sem perder a pose, insinuando que a máquina pudesse estar com defeito.
Se uma dessas máquinas, desde que funcionando direitinho, tivesse sido usada ontem quando o MS-TV 2ª. Edição, da TV Morena, mostrou o senador Delcídio Amaral e o deputado Vander Loubet fazendo contorcionismos para se explicarem diante da nova versão do “conto do vigário” aplicado em incautos mutuários da Agência Estadual de Habitação, talvez a polícia não tivesse tanta dificuldade para desvendar mais este escândalo envolvendo o nome de políticos.
Na mesma reportagem o Secretário de Segurança Pública, Vantuir Jacini, disse que a polícia usaria de todos os recursos para chegar à origem do crime, como quebra de sigilo telefônico e bancário dos envolvidos. Só não falou em recorrer ao tal detector de mentiras, talvez para não submeter gente tão poderosa a tamanho constrangimento.
A matéria com as entrevistas dos dois políticos pode ser um ponto de partida para subsidiar o trabalho da polícia, depois de Delcídio, calma e mansamente, pedir a entrada da Polícia Federal no caso, e de Loubet apressar-se em oferecer a quebra de todos os sigilos que lhe estiverem ao alcance, para, não só ajudar a polícia, como para limpar sua honra enlameada.
Como a capacidade de dissimulação dos políticos é sempre muito grande, neste tipo de imbróglio, talvez eles possam até ser salvos por um desses aparelhinhos que pegam os mentirosos no contrapé, o mesmo não se podendo assegurar em relação a Ademar Pereira Mariano, o falsário preso que denunciou o esquema. Adivinha quem vai pagar o pato?
