19/03/2009 – 11:03
Foto: Anita Tetslaff
Em vez de ficar se refestelando para o corumbaense Delcídio do Amaral, o governador André Puccinelli poderia olhar mais atentamente à sua volta e refazer sua engenharia política, valorizando companheiros históricos, como o senador Walter Pereira e o fiel escudeiro Murilo Zauith (foto), que tanto almejam seu apoio para disputar o Senado no ano que vem.
Quanto ao deputado Waldemir Moka, que seria seu candidato preferido, o melhor que Puccinelli tem a fazer, neste momento, é aproveitar o apoio que diz ter do presidente Lula e os afagos de sua fada madrinha, a ministra Dilma Rousseff, e emplacá-lo como Ministro da Agricultura, já que o parlamentar é uma unanimidade entre seus pares para ocupar o cargo que está para ficar vago. Seria um grande serviço ao agronegócio do Estado. É bem possível, até, que no ministério da Agricultura, mesmo que por pouco tempo, Moka seja mais útil ao Estado do que ficando oito anos no senado.
Valter Pereira, além de companheiro de primeira hora de Puccinelli, é um dos históricos do PMDB da resistência, sem jamais ter trocado de sigla. Deputado estadual desde o velho Mato Grosso, depois deputado federal e agora ocupando a vaga deixada por Ramez Tebet. É mais que justo que tenha preferência para disputar a vaga.
A mesma coisa Murilo Zauith. Deputado estadual, depois federal, agora vice-governador e representante da maior região produtora do Estado, como se não bastasse sua fidelidade canina ao governador. Por tudo isso, merece, também, que tenha a preferência para disputar a outra vaga ao senado.
O que André Puccinelli precisa, para reafirmar sua liderança política, é parar com esse negócio de amarelar, de ficar com medo de disputar eleição com Zeca do PT. E deixar Delcídio em paz para se entender com a companheirada. Seria mais coerente e muito bom para a sua biografia. Melhor ainda para a Grande Dourados, que teria a chance de, finalmente, eleger seu primeiro senador.
