23/03/2009 – 16:03
Fotos: Anita Tetslaff
Délia Razuk, Gino Ferreira e Sidlei Alves, prefeitáveis, já?
Pode parecer um desserviço à administração de Ari Valdecir especular sobre sua sucessão, quando ele mal esquentou a cadeira. Acontece que como ele mesmo já anda falando em ser governador, senador e até Presidente da República, começam a aparecer candidatos a prefeito e, como há tempo não acontecia, as atenções estão todas voltadas à Câmara Municipal, diante do cruzamento de possibilidades que jogam as duas maiores lideranças locais para os planos estadual e federal, com Laerte Tetila pintando como suplente de Delcídio Amaral e Murilo Zauith costurando discretamente um projeto para transformar em realidade seu sonho dourado de ser senador.
Pelo perfil da atual Câmara pode-se esperar que se consolidem como candidatos pelo menos dois nomes dos que se apresentam como oposição ao atual prefeito: os democratas Sidlei Alves, presidente da Casa e “menina dos olhos” do vice-governador Murilo Zauith e Gino Ferreira, o líder chapeludo de posições firmes que tem um discurso coerente na defesa dos interesses da classe ruralista. Pela situação, o nome mais forte é o de Délia Razuk (PMDB), eleita no palanque de Murilo Zauith mas que emplacou o filho Roberto Razuk Filho (Neno) como secretário de Planejamento da prefeitura. Isso, no caso de Valdecir fazer trapalhadas o suficiente para inviabilizar sua candidatura a reeleição. Nada impede também que Délia Razuk toque um projeto independente para chegar à prefeitura, na esteira do prestígio do esposo, o ex-deputado Roberto Razuk e de seu primo Gerson Domingues, presidente da Assembléia Legislativa.
Sidlei Alves, antes de tentar a prefeitura em 2012 deve concorrer a uma vaga na Assembléia Legislativa, ano que vem. Foi assim com Laerte Tetila, eleito vereador em 1996, deputado em 1998 e prefeito em 2000.
Aliás, se a atual Câmara Municipal seguir pelos mesmos caminhos daquela da legislatura de 1997-2000, pode emplacar não só Sidlei Alves, Gino Ferreira e Délia Razuk como deputados, fazendo o próximo prefeito ou até sonhando com outras posições políticas de destaque. Daquele grupo, além de Tetila, saíram Geraldo Resende e João Grandão, eleitos em 1998 deputados estadual e federal, respectivamente. Mais. Vem daí a genética que transformou Ari Valdecir em fenômeno eleitoral, pois seu tio Dioclécio Sucupira Artuzi também fazia parte daquele time. A mesma coisa Carlinhos Cantor, atual vice-prefeito, e Raufi Marques, ambos, depois, integrantes do primeiro escalão do governo de Zeca do PT, além de Bela Barros, com passagem pela Assembléia como suplente de Simone Tebet.
Para que alcem voos mais altos, é muito simples. Basta que suas excelências não se deixem levar pelo canto da sereia, que legislem e que fiscalizem a coisa pública como o povo quer e exige.
