24/03/2009 – 12:03
Foto: Valmir Leite
Por onde passa um boi passa uma boiada. O dito, muito comum nas ufanistas narrações de Galvão Bueno sempre que a seleção brasileira de futebol acha o caminho do gol, vale agora para Dourados, a cidade que tanto se orgulha de sua produção pecuária, pelo tanto de dividendos que isso traz ao Estado. É que a cidade vê aumentar suas possibilidades de, enfim, fazer seu primeiro senador. Melhor ainda. Depois de tanto esperar, e por tudo o que começa a ser articulado, poderão ser dois os representantes douradenses no Senado: Murilo Zauith, que quer não só o senado, mas o apoio do governador André Puccinelli, podendo chegar lá já em 2011 e o ex-prefeito Laerte Tetila (foto), que começa a se movimentar para ser o suplente de Delcídio do Amaral, cuja reeleição é tida como garantida no ano que vem. Neste caso, com Delcídio despontando também como forte concorrente ao governo em 2014, Dourados poderia ter seu segundo senador a partir de 2015, desde que o ex-prefeito emplaque como primeiro suplente.
Dourados já era para estar representada no senado, não fosse bobeada do então vereador Eduardo Marcondes, quando da composição da chapa de Ramez Tebet, seis anos atrás. Naquela ocasião ele figurava como primeiro suplente e a esposa de André Puccinelli, Elizabeth, na segunda suplência. Como a candidatura dela foi indeferida, ouve a substituição, só que o escolhido, Valter Pereira, furou a fila, ocupando o lugar de Marcondes como primeiro suplente.
É a terceira vez que Dourados tem um suplente de senador. Nas ocasiões anteriores, Albino Mendes ocupou a segunda suplencia de Rachid Saldanha Dérzi (o primeiro era Aires Marques, de Ponta Porã) e Celso Dal Lago foi suplente de Juvêncio da Fonseca, mas nenhum deles chegou a assumir.
