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Ideia explosiva de Artuzi favorece cartéis

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26/03/2009 – 11:03

Foto: Anita Tetslaff

Soou como piada de mau gosto entre os empresários do setor a sugestão do prefeito Ari Valdecir de diminuir de 500 para 150 metros a distância entre os postos de combustíveis, como forma de incentivar a concorrência para baixar os preços. Eles advertem que a ideia é literalmente explosiva, uma vez que a atual distância, fixada em lei municipal, é recomendada pelo Corpo de Bombeiros, diante do risco de explosões nesse tipo de atividade. Por isso mesmo, na capital do Estado, essa distância entre um posto e outro é o dobro, ou seja, de um quilômetro.

Para os empresários, Ari Valdecir só pode estar brincando, apenas criando mais um factóide. Se isso acontecesse, no entendimento deles, seria uma quebradeira geral, o que favoreceria, aí sim, a formação do cartel apontado como responsável pelos altos preços praticados em Dourados.

Os donos de postos rechaçam a existência de cartel e garantem que esses preços se devem à pauta sobre a qual o governo do Estado fixa a alíquota do ICM`s. Eles sugerem que o prefeito, em vez de ficar brincando com coisa séria, deveria se unir ao Ministério Público e aos deputados para pressionar o governo a baixar a pauta. Outro mistério que envolve os preços dos combustíveis é o valor pago pelas Distribuidoras às Usinas e Refinarias. Quando esse mistério for desvendado, segundo um dono de posto, talvez as coisas comecem ficar mais claras com relação ao preço pago na bomba, pelo consumidor.

A explicação para os preços mais baixos praticados em Campo Grande é a existência de grandes grupos que monopolizam o setor, forçando a queda dos preços exatamente para “quebrar” os postos menores, que acabam sendo adquiridos pelos grandes do setor, que depois voltam aumentar os preços. Sem contar que, inexplicavelmente, lá as distribuidoras entregam o produto mais barato. Mesmo assim os preços já voltaram a subir na capital. A gasolina, que na semana passada era vendida a 2,39 o litro, pulou, esta semana para 2,70, aproximando-se dos 2,80, em média, praticados em Dourados.

A pauta do governo do Estado fixa o preço da gasolina em 2.8314, o álcool em 1.599 e do óleo diesel  em 2.1021, saindo daí os 25% do ICM`s.

Os empresários alegam que a margem de lucro é muito pequena e que o governo fica com a maior parte. No caso do óleo diesel, por exemplo, a margem de lucro dos postos é de R$ 0,23 centavos, contra os R$ 0,36 centavos embolsados pelo governo.

“Já temos o governo como sócio majoritário em nossos negócios, agora vem o Artuzi propondo um absurdo desses?”, desabafou um dono de posto que, por razões óbvias, pede para não ser identificado.

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