16/04/2009 – 23:04
Foto: Anita Tetslaff
“Vou fazer”. Assim, de forma enfática, o governador André Puccinelli assegurou ao seleto público que lotou o auditório da OAB, na noite desta quinta-feira, que irá, sim, realizar as obras do anel viário de Dourados. E reafirmou uma de suas virtudes, a de cumprir o que promete. Só que, depois de exibir um gráfico (foto/gráfico) com as várias alternativas de traçado do contorno norte que desviaria o trânsito pesado do centro da cidade, colocou uma condiçãozinha básica: “o prefeito nos entrega o trecho desembaraçado, com o projeto, a gente vem e faz o asfalto”. E o que isso significa? Desapropriação de todas as áreas particulares situadas em todo o trecho que vai da entrada oeste da cidade, na BR-163 até que se atinja a BR 463, que leva à fronteira, isso incluindo uma área da Igreja Católica.
Outro detalhe: ao enumerar uma série de obras que já executou, outras em andamento ou projetadas, o governador fazia questão de enfatizar as palavras “projeto executivo”, como por exemplo, nas obras do PAC, só incluídas entre as prioridades de sua “fada madrinha”, a ministra Dilma Rousseff, porque ele executou os projetos a toque de caixa. E até agora, se existe algum projeto da prefeitura para o anel viário, ninguém viu, só o rabisco lá no mapa do Google Earth para aparecer nas peças publicitárias dos cem dias.
Passada a euforia pelo anúncio de Puccinelli o prefeito Valdecir caiu na real e começou a resmungar, antes mesmo do final da palestra do governador: “desse jeito o anel viário não sai este ano, vou ter que falar pro Rigo me ajudar”.
