22/04/2009 – 09:04
Foto: Anita Tetslaff
Além de cavar espaço para sua ex-chefe Thaís Helena entre os pretendentes douradenses à Assembléia Legislativa o diplomático Darci Caldo (foto) tem uma missão hercúlea como o mais importante entre os integrantes do primeiro escalão municipal: “segurar” o espevitado Ari Valdecir. Não apenas no que diz respeito ao comportamento do prefeito no cotidiano, como chefe do executivo da mais importante cidade do interior do Estado, mas, principalmente quanto às pretensões políticas, depois que o novo chefe andou se assanhando no pós-eleição, lançando-se candidato a governador e até ao Palácio do Planalto. E mais, ele precisa ainda usar toda sua habilidade para ficar com um olho no peixe outro no gato, diante das divergências cada vez mais notórias entre Valdecir e Carlinhos Cantor, embora esta seja uma tarefa para o terceiro ano de mandato, pois só a partir daí o vice já pode substituir em definitivo o titular.
A estratégia teria sido repassada no último final de semana, durante a visita do ex-governador Zeca do PT a Dourados. Candidatíssimo a governador, o homem de Murtinho, que apoiou Valdecir, não quer agora ser surpreendido por qualquer “loucura” do prefeito que possa colocar em risco sua estratégia para tomar a cadeira de Puccinelli.
Antes de vir “de mala e cuia” para Dourados Darci Caldo assessorava a vereadora petista Thaís Helena, ligada a um forte grupo empresarial que investiu pesado na eleição de Valdecir. Além disso, tem estreita relação com o músico travestido de guru, Odon Nakazato, que trabalhou na campanha, cuja esposa foi secretária de titio Zeca. Já na campanha Kakazato e Caldo conseguiram afastar alguns profissionais contratados pelo PDT, começando, ali, a mostrar que os petistas não estavam aqui para brincadeiras.
