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Um pomo da discórdia no PR

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04/06/2009 – 07:06

Foto: Fernando Soares

Fiel escudeiro de André Puccinelli, o secretário de obras do Estado, Edson Giroto (foto) filia-se hoje ao PR – o Partido da República. Também conhecido como “o sombra” ou “o homem da mala preta”, o operador Giroto não entra no partido de Londres Machado para agradar o arquirrival fátima-sulense do governador. Muito pelo contrário. Entra pela porta da frente, depois de negociação direta do chefe com a cúpula nacional republicana, com a missão de adonar-se da legenda e mantê-la sob controle absoluto para projetos de longo prazo.

Nesta sua obsessão pelo poder, Puccinelli tentou também “tomar” o Democratas do vice-governador Murilo Zauith, fazendo o mesmo tipo de articulação com os caciques nacionais, mas caiu do cavalo, já que o DEM tem um projeto nacional bem mais definido que o PR e preferiu prestigiar sua estrela maior no Estado.

Ao filiar Giroto no PR para tentar se livrar de Londres Machado, Puccinelli aumenta mais ainda o fosso entre seu núcleo de poder e os companheiros, não só do PMDB, como também do PSDB, do PPS, alguns do PDT e até mesmo do DEM. É que Giroto, tido como candidato natural a sucessor de André na política estadual, agora com um partido na mão consolida a condição de pomo da discórdia, atropelando, bem ao estilo do chefe, quem se atrever cruzar seu caminho. E o do chefe, claro. E as primeiras vítimas são os candidatos aliados a deputado federal, já que alguém vai ter que ceder-lhe a cadeira já em 2010, começando também as especulações quanto ao seu futuro. É que depois da frustrada tentativa de fazê-lo sucessor na prefeitura de Campo Grande, não será surpresa se for a carta na manga de Puccinelli para a sucessão também no governo. Tudo pelos mais altos interesses do Estado, evidentemente.

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