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O conto do superfaturamento da Festa Junina

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12/06/2009 – 19:06

Foto: Anita Tetslaff

O diretor-executivo da Funced, Antonio Neres (foto), ligou para o Blog, na tarde desta sexta-feira, avisando que vai acionar o Ministério Público para tirar a limpo a história da tentativa de superfaturamento da festa junina, aqui denunciada. Adiantou que não tem nada com isso e que a medida judicial é para preservar sua idoneidade. Embora seja o responsável direto pelo evento, inclusive assumindo a responsabilidade pelo seu cancelamento, disse que outros setores da prefeitura estão envolvidos no episódio que gerou a denúncia.

Indo em frente neste seu propósito Antonio Neres reaviva o noveleiro Luiz da Costa, personagem de Machado de Assis em “Quem conta um conto aumenta um ponto”. É que tudo isso começou com a investigação do próprio prefeito Ari Valdecir, que, incomodado com os altos valores cobrados por uma conhecida dupla sertaneja de Dourados, foi tirar satisfações com o pai dos meninos, levando um susto com a diferença.  

Pode ser até que sobre para o blogueiro, uma espécie de noveleiro desses tempos modernos de imprensa online. E, neste caso, não custa continuar com Machado de Assis, no mesmo texto: “Não é noveleiro (agora blogueiro) quem quer. É ofício que exige certas qualidades de bom cunho, quero dizer as mesmas que se exigem do homem de Estado (no caso, o Valdecir). O noveleiro deve saber quando lhe convém dar uma notícia abruptamente, ou quando o efeito lhe pede certos preparativos: deve esperar a ocasião e adaptar-lhe os meios”.

Em “Quem conta um conto aumenta um ponto” o noveleiro Luiz da Costa foi salvo porque depois de uma cansativa investigação descobriu-se que o próprio investigador, o major Gouveia, cuja sobrinha era alvo de uma calúnia, fora o autor da história que tanto deu o que falar.

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