08/07/2009 – 09:07
Márcia Fagundes, chegando presa à PF, e Maria Luna, no destaque
Ela foi a principal assessora de Ari Valdecir na última campanha eleitoral. A professora franzina e emotiva se agigantava na hora de defender o deputado e candidato, seu grande ídolo. Fazia de tudo, mas se destacou como coordenadora dos trabalhos para a elaboração do plano de governo. Tanto era de confiança que acabou cuidando também do caixa de campanha – e por isso chegou a ser detida pela Polícia Federal. Era também a conselheira nos momentos mais difíceis, como no episódio da farsa do atentado. Na prefeitura, depois de emplacar alguns dos principais nomes para o secretariado, não teve vez nem voz. Foi defenestrada do gabinete por Márcia Fagundes, a assessora especial “importada” da Assembléia Legislativa, que só apareceu por aqui depois que a eleição estava decidida. Perseguida e humilhada, chegou a ser demitida, mas imediatamente recolocada num carginho inexpressivo, no Departamento de Trânsito, na cota do deputado Ary Rigo. Hoje, às 15h00, Maria Luna vai depor de novo na Polícia Federal, agora como testemunha no inquérito da operação Owari, que apura envolvimento de secretários e vereadores numa organização criminosa comandada por Sizuo Uemura. Seu depoimento certamente está causando calafrios lá pelos lados do CAM. Os batimentos cardíacos do Valdecir devem estar mais acelerados que nunca. Se a PF resolver fazer uma acareação entre Márcia Fagundes, que está presa, por envolvimento com a quadrilha, e Maria Luna, com certeza o bicho vai pegar.
