09/07/2009 – 11:07
Sizuo Uemura, apontado como o chefe da organização criminosa, continua preso juntamente com os filhos “Dinho” e Eduardo, na PF, em Dourados.
Depois do susto e dos apoios políticos (de paizão Rigo, principalmente) que impediram um fiasco maior, o prefeito Ari Valdecir retoma hoje a “normalidade” de sua administração. Sinceramente, gostaria de ser um passarinho, de preferência um beija-flor, para ver a cara desse pessoal na primeira reunião de secretariado no pós-Owari – a operação da Polícia Federal que colocou secretários e vereadores no xilindró por envolvimento com a organização criminosa que segundo a Polícia Federal fraudou pelo menos 20 milhões de prefeituras da região.
Decisão do TJ à parte, Dourados nunca mais será a mesma depois deste grande escândalo. E a administração do Valdecir? Será que vai continuar tudo como dantes no quartel de Abrantes? Será que continua o reinado Darci Caldo e Márcia Fagundes? Será que Jorginho Dauzacker continua como fiel escudeiro? Será que Eduardo Uemura vai continuar dando as cartas “por fora” depois que sair da cadeia?
Os primeiros indícios são de que o prefeito vai fazer de conta que não é com ele, que vai dar uma de Lula, que não sabia de nada. Pelo menos é o que se deduz do material publicado hoje no Diário-MS, o porta-voz da prefeitura e do grupo envolvido no escândalo. Além de mostrar o Valdecir em Brasília, sendo recebido por Delcídio Amaral, como se nada estivesse acontecendo por aqui, o jornal traz também uma ampla reportagem, assinada por Elvio Lopes, falando sobre o “choque de qualidade” dado por Sandro Barbara (dono do jornal e Secretário “do coração” do prefeito) na saúde pública do município.
Pior que isso é ouvir Antonio Neres insistindo no proselitismo em cima do patrão, na rádio do Noninho Barbosa. Para Neres, tudo que aconteceu não passa de fofoca da imprensa, que, segundo ele, fez muito sensacionalismo com a prisão de seus amiguinhos de secretariado e com o carreirão levado pelo Valdecir.
