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Owari muda quadro político no Estado

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16/07/2009 – 09:07

A operação Owari, da Polícia Federal, que pôs na cadeia a espinha dorsal da administração do prefeito Ari Valdecir, vereadores e empresários prestadores de serviços à prefeitura, pode alterar significativamente o quadro para as próximas eleições. E não só em Dourados, mas em todo o Estado, já que a liderança do prefeito da cidade sede do maior reduto eleitoral do interior, colocada em xeque com as graves denúncias, começa a ser questionada pelos aliados, principalmente por aqueles que estavam contando com a transferência deste prestígio para alavancar suas campanhas. A recusa do Democratas em fazer parte de um governo de coalizão neste momento de crise é o sinal mais claro desta nova realidade da política douradense, já que o vice-governador Murilo Zauith era, até antes da deflagração da operação da PF, o maior interessado numa aproximação com Valdecir, por causa de seu projeto senatorial.

Um dos maiores prejudicados é o ex-governador Zeca do PT, que apostava todas as suas fichas no “fenômeno” Valdecir, para recomeçar por Dourados, como da primeira vez, sua caminhada rumo ao Parque dos Poderes. Da mesma forma o senador Delcídio do Amaral e o deputado Vander Loubet, só para ficar nos mais próximos, todos do PT. Perde também “paizão” Rigo (PDT), o mesmo acontecendo com Dagoberto Nogueira, mas, principalmente, os candidatos locais a deputado estadual e federal, que, antecipadamente, já se posicionavam para a largada, graças à popularidade do prefeito. Entre os adversários envolvidos no escândalo, não resta dúvida de que o ex-prefeito Laerte Tetila é o maior atingido e terá grandes dificuldades para tocar seu projeto político.

Difícil saber quem ganha com este tipo de situação, que enlameia toda a cidade e acaba respingando na classe política de mamando a caducando. Mas uma coisa parece certa: se sair inteiro desta turbulência, se conseguir explicar, entre outras coisas, o que seu principal assessor político fazia com 230 mil reais amoitados em casa, o prefeito Valdecir tão cedo não vai falar em ser senador. Isto é, se não tiver que se organizar para eleger seu sucessor, em eleição extemporânea, assim que o processo da operação Owari for concluído.

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