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Déjà vu

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28/07/2009 – 18:07

Quando o serviço de água ainda era gerido pela prefeitura, na década de 1960, um belo dia o secretário-geral do prefeito Totó Câmara, Harrison de Figueiredo, mandou cortar, por falta de pagamento, a água de um poderoso adversário político. Muito bravo, o cidadão colocou um 38 na cinta e foi até a prefeitura tirar satisfações. Lá chegando, foi logo gritando: “Hoje vai morrer gente na cidade”. Irreverente, Harrison saltou de sua cadeira e peitou o dito cujo: “Só se for de sede”.

Se acalmem, caros blogueiros. Não se trata de déjà vu. Como está bonitinho, repriso apenas o primeiro parágrafo do texto aqui publicado no dia  06 de maio último, às 18h57, com o título “Valdecir quer faturar politicamente com Sanesul”.

Agora, depois da operação Owari, vê-se que o prefeito e sua turma não queriam faturar apenas politicamente com a proposta de municipalização da Sanesul, aprovada a toque de caixa na Câmara Municipal. Pena que a juíza Dileta Terezinha tenha proibido, na imprensa local, a transcrição das gravações dos envolvidos no escândalo. Talvez por isso a pirataria esteja comendo solta na cidade.

O problema do pós Owari – e daí a publicação do primeiro parágrafo do texto de maio – é começar a morrer gente não apenas de sede, como prognosticou meu amigo Harrison de Figueiredo nos idos anos 60.

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