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sexta-feira, julho 3, 2026

O lado bom da operação Owari

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05/08/2009 – 15:08

Foto: Anita Tetslaff

Recapeamento asfáltico como há muito não se via em Dourados

Pode ser apenas para impressionar o Judiciário – poder ao qual o executivo municipal estará subjugado nos próximos meses – ou simplesmente para se livrar da verve do empresário gráfico Jairo de Osti, mas a verdade é que o centro da cidade, nas adjacências do Fórum, da OAB e da praça Antonio João, nunca viu asfalto tão pretinho, extensivo a tantos quarteirões, como o que começa a cobrir a buraqueira da antiga malha viária urbana, já cansada de paliativos como a famosa operação tapa-buracos. E conseqüência do quê tanto esmero, assim, de repente? Talvez de outra operação, a que abriu fendas enormes nos cofres públicos e que obrigou a Polícia Federal a desencadear uma terceira operação – a Owari – que se desmembrou numa quarta – a Brother – colocando na cadeia gente grossa dos meios político e empresarial.

Se roubalheira havia na prefeitura, deverá ser estancada, a menos que Ari Artuzi faça jus à sua fama de louco, já que estará livre das amarras dos grandes esquemas, podendo, enfim, aplicar os recursos públicos apenas nas obras e nos serviços para os quais sempre foram destinados. Isto é, caso consiga sair incólume dessa encrenca toda, já que tem foro privilegiado e, como tal, só pode ser investigado pelo Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul, onde, é bom lembrar, já tramitam, contra sua excelência, outros processos com denúncias tão ou mais graves quanto as agora apontadas pelo relatório do xerife Galloni.

E mesmo que Valdecir seja defenestrado, já, da prefeitura, qualquer um que o suceda, com certeza, vai pensar até mil antes de meter a mão na cumbuca. Este o lado bom da Owari. E da Brother.

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