06/08/2009 – 14:08
“Já matei político grande da região por 10 mil dólares, mas, se for peixe pequeno a gente negocia um preço menor, mil ou dois mil”. A afirmação é atribuída a um assassino de aluguel, a serviço de narcotraficantes na região da fronteira Brasil-Paraguai, confessando à revista Playboy ter mandado mais de 300 pessoas para o andar de cima.
A reportagem vem bem a calhar, num momento em que Ari Artuzi (vítima de atentado a bala de calibre 12, durante a campanha que o levou à prefeitura de Dourados, a maior cidade da região) é ameaçado por um vulcão adormecido havia 40 anos e que agora cospe fogo com a deflagração da operação Owari, da Polícia Federal.
Mais a calhar ainda veio a foto de capa da mesma revista, chamando para o ensaio de 28 páginas onde a campo-grandense Priscila Pires, transformada em celebridade no BBB-9, aparece peladinha da silva. O detalhe da capa e do ensaio: os dólares de clientes enfiados no pouco que ela veste de lingerie, como que numa analogia ao esbanjamento do dinheiro público com a farra da corrupção em Dourados e região.
Até aí tudo bem, Priscila está interpretando – muito profissionalmente, aliás – um personagem. E que personagem! Mas tudo vai por água baixo quando ela resolve abrir a boca na página destinada ao seu perfil, excedendo-se na sensualidade e no exibicionismo, dizendo que em vez de rosas – “odeio flores!” -prefere presentes, como um “brinquedinho sexual”. Vai fundo nas intimidades, dizendo que o famoso piercing – “lá” – só atrapalha e machuca na hora do “vamo-que-vamo”, completando que, embora sua fantasia seja transar com mais de um homem, não gosta de orgia porque, afinal, “não tem tanto buraco assim”. É a tal da emenda que sai pior que o soneto.
Pena que desta vez uma publicação de circulação nacional não tenha errado, de novo, o nome ou a localização do Estado.
