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A hora e a vez dos suplentes de Dourados

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10/08/2009 – 10:08

O delicado momento vivido pela classe política de Dourados, reforçando ainda mais o anseio por uma melhor representatividade, não só na Assembléia Legislativa, como no Congresso Nacional, remete-me a uma inusitada reação do governador mato-grossense Blairo Maggi, logo no início de seu primeiro mandato. Diante da chegada do senador Jonas Pinheiro ao seu gabinete, durante uma recepção a lideranças políticas de Mato Grosso do Sul e de Goiás, Maggi levantou-se da cadeira de governador, num gesto de cortesia, para que nela se sentasse o senador cuja licença lhe possibilitou a entrada para a cena política nacional. “Aqui quando o Jonas chega é ele quem governa”.

Blairo Maggi não assumiu a vaga de Jonas Pinheiro no senado por três meses só porque já era considerado o novo rei da soja do Brasil. Faz parte da tradição da política mato-grossense esse revezamento entre titulares e suplentes, não só no senado, como na Assembléia Legislativa e na Câmara Federal.

Eis aí mais uma boa lição dos mato-grossenses, que deveria ser seguida pelo governador André Puccinelli. E como já está com a mão na massa, depois de ter mandado Marçal Filho de volta a Brasília, o governador poderia acabar com a ansiedade dos douradenses, reforçando essa representatividade, já que, como terra dos vices e dos suplentes, isto é o que não falta por aqui.

Para a Assembléia Legislativa Valdenir Machado (foto) está por uma pedra, como se diz nos bingos, para assumir uma vaga. Basta que o governador puxe para o secretariado, por exemplo, o seu queridinho, deputado Márcio Fernandes. Ou, que dê um empurrãozinho no processo que pode cassar o mandato do encrenqueiro Onevam de Matos. Neste caso, assumiria Humberto Teixeira. Poderia também aproveitar que o deputado Nelson Trad está adoentado, para fazer uma graça com o vice Murilo Zauith, mandando seu pupilo Sidlei Alves para Brasília. E, melhor ainda, para Dourados, para o PMDB e para o Brasil: na composição com Lula da Silva, que precisará trocar boa parte do Ministério em janeiro, Puccinelli bem que poderia emplacar o senador Valter Pereira como ministro, fazendo Eduardo Marcondes senador.

Com isso, André Puccinelli faz uma baita média com Dourados, espanta de vez o fantasma de Zeca do PT, além de dar um chega pra lá definitivo em seu desafeto Ari Artuzi, já que reforça a oposição ao prefeito, desde que este sobreviva, evidentemente, no pós-Owari.

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