03/09/2009 – 17:09
Quando o presidente Lula telefonou, no início de junho, convidando-o para ir a Brasília assinar convênios para a liberação de R$ 35 milhões, Valdecir fez o maior carnaval. No gabinete presidencial provisório, no Palácio Buriti, foi preciso a intervenção de políticos do Estado, para que a segurança não o retirasse do recinto, tamanha era a algazarra que fazia. E olha que ele não havia movido uma palha sequer, pois aquela grana toda era a raspa do tacho deixada pelo antecessor, Laerte Tetila, depois de uma longa peregrinação pelos gabinetes ministeriais, com ajuda da bancada federal. Agora, quando Dourados perde R$ 8,8 milhões para investimento em obras de saneamento, nenhuma palavra.
O dinheiro que o prefeito deixou escapar pelo vão dos dedos, por falta de uma simples declaração concordando com o planejamento da SANESUL – a gestora dos contratos – seria aplicado na implantação de 68 mil metros de rede de esgoto e na construção de duas estações elevatórias de esgoto, beneficiando a população de 14 bairros (Piratininga, Parati, Ayde, Vitória I e II, Morada do Sol, Carisma, Canaã, Pelicano, São Jorge, Vila Arapongas, Sta. Brígida, Estrela Pitã e Porto Belo).
Pior que dormir de touca e perder esse dinheiro, que foi para Ponta Porã e Corumbá, é imaginar que Valdecir, sempre tão ligeiro, pode ter feito isso por puro capricho, num momento em que tentava municipalizar a SANESUL, para depois repassá-la, de forma terceirizada, a apaniguados políticos.
