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Valdecir encara grito dos excluídos “numa boa”

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07/09/2009 – 12:09

foto: Anita Tetslaff

Depois de chegar ao palanque oficial escoltado pela Polícia do Exército (PE), em companhia do comandante da 4ª. Brigada de Cavalaria Mecanizada, general Carbonel, o prefeito Ari Valdecir encarou “numa boa” o protesto dos sindicalistas em mais um “grito dos excluídos”, ao término do desfile do dia da Pátria. Tá certo que ele tremia mais que vara verde quando começaram a se aproximar as faixas com palavras de ordem contra a corrupção e fotos dos envolvidos nas operações Owari e Brother, da Polícia a Federal, que desbaratou a quadrilha que assaltava os cofres da prefeitura, mas agüentou firme e forte. Em alguns casos, até aplaudiu os manifestantes, mesmo uns poucos que partiram para ofensas pessoais e com gestos obscenos. Valdecir só reclamou quando não viu entre as faixas e as fotos nada que dissesse respeito aos petistas também envolvidos no escândalo.

A atitude do prefeito, certamente fruto da orientação de seu porta-voz Clóvis de Oliveira, que sempre liderou esse tipo de manifestação, causou certa frustração aos organizadores do movimento. Durante todo o desfile o clima era de apreensão, principalmente pela forma ostensiva como a PM e a Guarda Municipal se posicionavam separando o grupo de manifestantes da ponta final do desfile. Corria também a informação de que o prefeito havia determinado a apreensão das faixas, como já havia acontecido no aeroporto municipal, recentemente, durante a visita do governador André  Puccinelli. Quando os manifestantes chegaram em frente à famosa “CB do Takeo”, tradicional ponto de encontro dos jornalistas, houve até uma certa tensão, com a policiais tentando retardar a entrada do pelotão de manifestantes, mas depois de vários contatos via rádio, todos foram liberados, mas para irem “bem devagarinho”, uma vã tentativa dos organizadores do desfile de esvaziar o movimento.

Para quem conhece melhor o prefeito ele “pagou pra ver” muito mais pela curiosidade do que os manifestantes lhe reservavam do que, propriamente, pelo seu espírito democrático. E viu, um estandarte com sua foto, com nariz de pinóquio, e a frase famosa: “ele não sabia de nada”.

Pelo sim pelo não, foi uma bela demonstração de democracia no dia da Independência.   

Veja galeria de fotos: http://www.valfridosilva.com/galerias.php

Leia “A nova desordem”, de Isaac de Barros, em “Artigos”

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