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A nova desordem

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08/09/2009 – 11:09

Isaac Duarte de Barros Junior *

Precisamos com mais capricho social, tratar de recomeçar a praticar uma antiga postura cultural, qual seja, colocar ordem nas desordens que há muito se banalizou, passando, portanto, a praticarmos atitudes calcadas na verdade, principalmente quando escrevemos a respeito das biografias ancestrais citadinas. Aguardando uma oportunidade para expor minhas pesquisas, eu passei por um longo período no aprendizado de quase cinqüenta anos. Assim, me coloquei numa espécie de fila indiana aguardando a minha vez para contar como foram passagens e atos marcantes dos fundadores da minha cidade natal. Ensinado desde a infância, que a participação histórica das pessoas numa comunidade interiorana é privilegio de poucos, aprendi também que esse lugar é assegurado historicamente, somente aos cidadãos pioneiros sem reprimendas na moral enquanto vivos. Por causa deles permaneci calado até agora.

Normalmente, algumas vezes no cotidiano enfrentamos comportamentos que se remontam aos tempos das leis mosaicas e daquele povo hebreu nômade indisciplinado. Hoje por exemplo, politicamente, se tornou quase imperativo numa comunidade, as homenagens a pessoas pioneiras num busto, ou colocando seus nomes em bairros e até mesmo os emprestando para referencia numa rua. Isto tudo, porque foram cidadãos exemplares e respeitadores das leis enquanto eram vivos. Gosto disso, todavia entendo que a maior violência moral praticada numa comunidade, seja ela qual for, é violentar biografias de mortos ilustres com serviços reconhecidamente prestados, substituindo-os por nomes de outros recém falecidos e sem nenhuma folha de serviços a destacar. Infelizmente, isso sempre acaba acontecendo, porque os lembrados eram pessoas bem sucedidas economicamente enquanto vivas. Nessa linha comportamental extravagante, falsificam-se acontecimentos, supostamente creditando-os como históricos e neles envolvendo os nomes dos imerecidos homenageados. O mesmo se dá com os credos, as raças e as cores. Pior que esse estelionato biográfico de homenagens políticas, visa precipuamente amealhar votos de parentes vivos daqueles, num instrumento de pura leviandade nas mãos dos novos detentores do mando. Coadjuvando com eles, estão os falsificadores dessas biografias.

Esses próceres políticos em sua grande maioria vindos de muito longe daqui, sem ter quaisquer apegos a terra onde residem, com ela também não possuem os compromissos sólidos de permanecerem morando por muito tempo, pois um dia apenas chegaram visando nela trabalhar e depois irem embora. Como a sorte os favoreceu, tornaram-se políticos violando tudo do jeito que podiam. Afinal, nestas plagas hospitaleiras, encontraram uma terra fecunda prosperando, porém carente de líderes. Imediatamente, percebendo essa descuidada falha gerencial e espertos como sempre foram se agasalham politicamente nas siglas partidárias incendiárias,  programando como enriquecer rapidamente à custa dos nativos otários. Observando-os e especulando as naturais diferenças sociais existentes nessas comunidades, passam a explorar as vaidades dos fracassados e as conseqüentes fraquezas humanas destes. Se energizando na força negativa dessa turba invejosa desorganizada, aculturada, ensandecida e carente, se aproveitam dessas fraquezas e tiram proveito próprio.

Transformando esses parias numa matilha de cães raivosos da propaganda, os fazem zumbis militantes a serviço dos seus interesses repulsivos, onde todos são admitidos como soldados dessas hostes. A maioria desses malucos, de ambos os sexos, não passam de imbecis programados, rebatizados como novos vaidosos eleitores esclarecidos, geralmente abrigados por partidos de esquerda. Militantes de um passado obscuro, depois de programados numa lavagem cerebral, uns fazem a guerra nos campos, enquanto que outros iniciam as violências nas cidades.

Espalhados em comitês da malevolência desordeira, em sua grande maioria esses militantes da anarquia, concentram-se nos bairros pobres, nascidos sem planejamento, onde a miséria com a fome espalha seu ódio quase irracional contra a burguesia. Esses descamisados sem honra, diariamente são catequizados por essas lideranças medíocres, lecionados que pertencer à elite significa ter uma doença de status e os parvos desequilibrados acreditam. Ensinados desde as suas respectivas adolescências a odiar a classe patronal, a maioria desses eleitores recalcados são facilmente manobrados com palavras de ordem. Fazendo greves, como militantes da truculência provocam desordens nas ruas das cidades, queimam veículos e invadem prédios públicos federais, numa afrontante desobediência civil. Prestam assim, como arruaceiros anarquistas assumidos, suas homenagens a programas dos seus respectivos partidos, incluindo nestas os seus dirigentes supremos. E para piorar, tudo está acontecendo sob o olhar passivo daqueles que poderiam e deveriam colocar um fim na desordem…

*advogado criminalista, jornalista.

  e-mail: isane_isane@hotmail.com      

 

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