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sexta-feira, julho 3, 2026

A subserviência da imprensa e a corrupção

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09/09/2009 – 10:09

Foi um ato involuntário do prefeito Ari Artuzi – o Valdecir – em seu primeiro 7 de Setembro. Muito provavelmente, por achar bonito o que os militares faziam a todo instante e, também, pela empolgação de, pela primeira vez, ter sido escoltado por batedores da Polícia do Exército, em plena Marcelino Pires: ao ser chamado ao canto do palanque para uma entrevista ao colunista social Alfredo Barbara Neto, ele fez uma continência, como que numa reverência ao dono do jornal que se tornou uma espécie de órgão oficial da prefeitura.

Pena que seja assim, que a reverência, não apenas ao Diário MS, mas a toda a imprensa, não seja uma constante. E não pela subserviência que dela se denota – de forma mais flagrante em Dourados – mas pela isenção que deveria marcar essas relações.

A propósito, vem bem a calhar o anúncio institucional (foto) da Associação Nacional de Jornais (ANJ) cujo texto chama a atenção para duas pessoas em negociação espúria, sendo observadas apenas por testemunhas sem voz, como um rato, um gato ou um cachorro. Ao final, a frase de assinatura: “ANJ. Há 30 anos lutando pelo que a sociedade tem de mais valioso: a liberdade de expressão”.

Será que se houvesse essa tal liberdade de expressão Dourados estaria pagando tanto mico, com Owaris, Brothers etc. e tal?

 

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