15/10/2009 – 08:10
Em 2002 Zeca do PT era governador do Estado e concorria à reeleição. O candidato mais forte para enfrentá-lo era o todo poderoso prefeito peemedebista de Campo Grande, André Puccinelli. Mesmo empurrado por aliados que viam em sua eleição a única chance de sobrevida política, Puccinelli pipocou. Ou, como se disse à época, amarelou. A razão? Bem, teria sido coisa de cinquenta milhões de razões, na avaliação dos marreteiros da política que fazem plantão no estacionamento do Shopping Campo Grande.
Agora, invertem-se os papéis. Puccinelli é quem está com a chave do cofre, mesmo assim dá sinais de incômodo com a anunciada candidatura de Zeca do PT. Muito mais incômodo ainda, talvez pela desregrada alimentação pelo interiorzão, já em seu périplo como pré-candidato, com uma tal de ancilostomíase – o popular amarelão – do que com a despigmentação de sua pele, provocada pelo vitiligo.
Da boca pra fora, depois de se insinuar com petistas, convidando alguns deles para algumas horas no motel da política, agora, André desafia Zeca do PT para o confronto. Mas trabalha alucinadamente nos bastidores para que o homem de Murtinho desista de enfrentá-lo. Como não é tão generoso nas propostas, fica tentando intrigar os petistas entre Brasília e Campo Grande. Tentou com a fada madrinha Dilma Rousseff e até com o companheiro peemedebista, Michel Temer, a quem sugeriu que oferecesse um ministério da da cota peemedebista ao arquirrival.
Sua última esperança é que com o fechamento da aliança nacional PMDB-PT, na semana que vem, Lula da Silva mude de ideia e convença seu amigo do peito e companheiro de pescaria e de birita a subir no palanque peemedebista, como candidato a senador.
Mas para o desespero do italiano, titio Zeca, cada vez mais animado com os números das pesquisas caseiras, continua pulando cedo da cama e correndo atrás dos votos, pronto, já, para subir ao ringue.
