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“Efeito Fragelli” pode dar senador a Dourados

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21/10/2009 – 18:10

Foto: Rhobson T. Lima

O governador em exercício Murilo Zauith tem reafirmado por onde anda que sua candidatura ao Senado é irreversível e independe do projeto político do governador André Puccinelli. Tudo bem que seria mais cômodo ser um dos candidatos abençoados por Puccinelli, mas diante dos muitos compromissos assumidos pelo governador, do clamor popular e da força da região que representa e que acalenta este sonho há tantos anos ele preferiu pôr o pé na estrada e trabalhar obstinadamente, já que este é também o seu sonho dourado. Beleza. Pelo quadro político que está pintando no Estado e pelas composições em nível nacional o projeto de Zauith tem tudo para dar certo. Até o Valdecir já se comprometeu em ir para o palanque com ele. Sem falar na possibilidade de uma composição também com o PT, em caso de Puccinelli insistir só com o pessoal de Campo Grande.

Outra possibilidade surge do lado do próprio PT, já percebida pelo Valdecir, que todo mundo diz que é doido, e também por Wilson Biasotto. É a suplência de Delcídio do Amaral. Com detalhe, o atual primeiro suplente, jornalista Antonio João Hugo Rodrigues, já avisou em seu twitter que não quer mais saber desse troço. Caminho aberto, pois, para que os petistas de Dourados tenham juízo e imponham a Delcídio o nome do primeiro suplente. Sim, impor, e por que não?

Está aí o atalho para que Dourados, finalmente, tenha seu senador. No caso, dois, já que Delcídio (e o Midiamax cantou a bola hoje), com a bola cheia do jeito que está, na eventualidade de continuidade do PT no poder, pode vir a ser ministro, já a partir de 2011, ou governador, quatro anos depois. E este é o projeto.

Isto acontecendo, Dourados seria beneficiada pelo “efeito Fragelli”, o ex-governador (foto) que ganhou sete anos de senado praticamente sem fazer campanha. É que, criado o Estado, na primeira eleição para o Senado, em 1978, Pedro Pedrossian saiu candidato “para lavar a honra”, depois de preterido como primeiro governador por causa de acusações de corrupção ao tempo em que fora diretor da Noroeste do Brasil. E era imbatível. Mesmo assim José Fragelli resolveu arriscar, saindo candidato na sublegenda da ARENA. A outra vaga seria preenchida em eleição indireta (o famoso senador biônico), pela qual foi reconduzido Saldanha Dérzi, com Mendes Canale continuando o mandato iniciado pelo Mato Grosso. Fragelli fez uma campanha tímida. Mas põe tímida nisso. Todo seu material de campanha se resumiu a alguns poucos milhares de folhetos em papel jornal, onde mal dava para apresentar suas realizações como governador. Eleito senador, um ano depois, Pedrossian encastetou de vir governar o Estado (na época era assim), deixando lá José Manoel Fontanillas Fragelli, já que o suplente era o segundo mais votado. Mais, Fragelli acabou  presidente do Senado, historia que se repetiria anos mais tarde com Ramez Tebet. 

Bem que Dourados merece uma obra do acaso dessas, depois de tantos anos como coadjuvante do processo político no Estado.

 

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