27/10/2009 – 10:10
Tem gente que reclama, mas como é bom esse negócio de eleição. É só se aproximar a hora da onça beber água e as coisas começam a clarear. No CORREIO DO ESTADO de hoje o ex-governador Zeca do PT (foto), candidato a voltar ao Parque dos Poderes, em que pese toda a mandinga do governador André Puccinelli para que dê tudo errado, comenta a vinda do presidente Lula ao Mato Grosso do Sul, para um empurrãozinho em sua candidatura, dando o tom de como será a campanha. Para titio Zeca, nada contra dois palanques para a candidata petista Dilma Rousseff, a fada madrinha de Puccinelli. “O Lula e a Dilma ficam no nosso palanque; o Zé Sarney e o Michel Temer (provável vice de Dilma) no palanque de Puccinelli”. Mais ou menos isso. Que tal? Quem soma mais numa eleição, Lula ou Sarney? É um gozador mesmo esse Zeca.
Na mesma matéria o sobrinho de Zeca, deputado Vander Loubet, anuncia a vinda de Luiz Ignácio a Dourados e Nova Andradina, em janeiro, e, aí, mais uma estocada para deixar o italiano fulo da vida: “Estamos unindo forças para o presidente vir a Mato Grosso do Sul mostrar que a maioria das obras em andamento no Estado são com recursos federais”. Segundo o deputado, diz o jornal de Antonio João, “Puccinelli apropria-se de investimentos federais para capitalizar votos”.
Os petistas já cunharam o pacotão de obras recentemente lançado pelo governador como “protocolo de intenções”. Eles garantem que não vai ter grana pra tudo isso.
Amanhã, Zeca do PT e João Leite Schmidt devem estar em Dourados, para mais uma rodada de articulações. O alvo, agora, é centrar esforços na vigilância ao parceiro pedetista Ari Valdecir, investigado na operação Owari e por isso mesmo vítima da “teoria da conspiração”. Ou seja, ele estaria “nas mãos de Puccinelli”, seu arquirrival, não se sabendo se terá condições de se equilibrar com um pé em cada uma das canoas da sucessão estadual, até o ano que vem.
