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“Não estou à venda. Candidatura é irreversível”

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29/10/2009 – 10:10

Foto: Anita Tetslaff

Foi uma conversa descontraída, numa entrevista exclusiva ao blog, ontem, no começo da noite, na sala reuniões de um hotel, em Dourados, enquanto se preparava para mais uma rodada de conversações com a companheirada com vistas ao processo de eleições internas do PT. Ao lado do futuro presidente da legenda no Estado, Marquinhos Garcia, e de sua inseparável Gilda, Zeca do PT espinafrou o “polenteiro” André Pucinelli, a quem chamou de truculento e incompetente e com quem quer se encontrar nas urnas em 2010. “É irreversível, o PT quer, eu quero e preciso ser candidato a governador”, disse, justificando que não teria como explicar à sua neta de dois anos, à sua mãe, de 96, muito menos ao eleitorado, que não se vendeu. Ele sabe que a parada é difícil, tanto que disse ter recomendado ao presidente do TRE, esta semana, desembargador Santini, que compre uma máquina daquelas que apontam o resultado das corridas de cavalo.

Esta consciência da força do adversário vem da experiência da disputa de 1998, com as mesmas forças que hoje estão no poder. “Naquela época também tinham o governo, a prefeitura de Campo Grande e ainda venderam a Enersul para colocar dinheiro na campanha, mesmo assim venci”, disse, não sem a necessária observação de que “o André não é o Bacha”, mas convicto de que as condições de disputa agora são bem mais favoráveis. “O povo não tem mais medo do PT”.

Zeca também não acredita na intervenção de seu amigo, o presidente Lula, muito menos numa possível traição do senador Delcídio do Amaral. “Conheço o coração do Lula, não pediria isso jamais”. Quanto a Delcídio, disse que nunca esteve tão motivado. “É ele meu maior incentivador hoje”. Disse que só abriria mão para o próprio Delcídio, reafirmando seu compromisso com ele para 2014. “Com toda a humildade te digo, agora, ganhando ou perdendo ano que vem, meu candidato  em 2014 será o Delcídio”.

Não deixei de perguntar sobre a Owari/Brother, da tal teoria da conspiração contra o Valdecir e seus prováveis reflexos na eleição do ano que vem, o que levou Zeca a dar mais uma bordoada em André: “isso é coisa de quem tem medo de disputar comigo”. Para ele o governador chantageia não só Artuzi, como também seu vice, Murilo Zauith. Falou também que está tudo bem com os companheiros de Dourados, depois do mal estar por não ter apoiado Biasotto à prefeitura e considerou o pacotão de obras de André mais um engodo.

Leia a entrevista, na íntegra

 

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