04/11/2009 – 10:11
Foto: Terra
Muito, mas muito melhor que ser governador do Estado é ser prefeito de Campo Grande. Este é o sonho dos políticos que estão no topo do poder. É que a cidade está pronta, com praticamente todos seus problemas sociais e de infraestrutura resolvidos e muito, mas muito, dinheiro em caixa. Talvez por isso o deputado José Genuíno tenha dado a última cartada no sentido de convencer seu companheiro, o ex-governador Zeca do PT, a desistir dessa bobagem de disputar o governo em 2010, facilitando as coisas para a fada madrinha Dilma Rousseff no plano nacional e ficando à vontade para disputar a prefeitura da capital em 2012.
Também pensa assim o guru-mor da política estadual, João Leite Schmidt, cujo projeto é fazer seu pupilo Dagoberto Nogueira estourar a boca do balão, ano que vem, reelegendo-se com um caminhão de votos para a Câmara Federal para, assim, credenciar-se à disputa da prefeitura da capital.
André Puccinelli, que, como prefeito, transformou Campo Grande numa das melhores cidades do Brasil, não vai querer entregar esse colosso assim de mão beijada aos adversários. E como é de poucos amigos, de muito menos ainda correligionários, já tem, também, seu candidato a prefeito: o preposto Edson Girotto, aquele que blefou com a história dos mais de dois bilhões em caixa, para assustar titio Zeca (fonte da governadoria assegura que essa dinheirama não passa de R$ 800 mil). Aliás, Girotto é candidato a prefeito de André desde 2004. Nelsinho Trad (foto) foi um acidente de percurso, bancado por Antonio João Hugo Rodrigues, o temido jornalista dono do grupo CORREIO DO ESTADO.
Esta é, pois, a chave do enigma que cerca a sucessão estadual do ano que vem: Zeca toureando André pelo governo, mas, no fundo, no fundo, de olho na prefeitura que perdeu por apenas 411 votos (ele diz que foi roubado) para o italiano (1996), que não quer entregar a rapadura depois desses anos todos mandando na terra de seu Zé Antonio. Chave que pode estar bem escondida num dos bolsos de Nelsinho Trad, muito a cavalheiro, agora, para dar as cartas do seu jeito. Afinal, é ele o “dono do pedaço”, ou desse objeto de cobiça de toda a classe política.
