17/11/2009 – 06:11
Foto/Hédio Fazan
A prisão de seus principais assessores, como o lugar-tenente Jorginho Dauzacker, o secretário de saúde do seu coração Sandro Barbara e a secretária especialíssima Márcia Geromini já foi uma afronta. Ter seu Fiat Línea zerinho confiscado pela Polícia Federal, deixando sua Maria à pé, sem ter como fazer campanha para deputada na periferia, também. Pior, ter que viajar no porta-malas do carro do advogado Newley Amarila, na dúvida se ia ou não para o xilindró, na manhã daquele tenebroso 7 de julho. Um baita desconforto. Não se faz uma coisa dessas com o prefeito da segunda maior cidade do Estado. Por isso, rua! xerife Galloni, antes que tente alguma nova gracinha no transcurso dos processos Owari/Brothers.
A transferência do delegado que escreveu seu nome com letras garrafais na galeria dos xerifes da Polícia Federal em Dourados, por mandar tanta gente famosa para trás das grades, está sendo arquitetada pelo prefeito Ari Valdecir, por intermédio daquele que ele bate no peito para dizer que é o seu senador: Delcídio do Amaral. Antes de viajar para Brasília na semana passada, com a desculpa de conseguir mais uns caraminguás para sua sacolinha o prefeito bateu um fio para o senador, dizendo que teria um assuntinho a mais para tratar com ele. Afinal, senador não é só para conseguir dinheiro para a cidade e depois vir aqui levar um caminhão de votos. Tudo bem, vai ter os votos, mas primeiro tem que sentar com o Ministro da Justiça, o companheiro Tarso Genro, para descobrir no mapa do Brasil um lugar bem longe de Dourados que esteja precisando de um delegado porreta como Bráulio Galloni (foto). Me melhor ainda se for no exterior, quem sabe para fazer companhia a Delcí Teixeira, outro xerife que marcou época em Dourados, adido policial no Peru. A transferência deve sair até dezembro.
Com Valdecir é assim. Escreveu, não leu, o pau comeu. E ai de quem se atrever cruzar seu caminho.
