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quinta-feira, julho 2, 2026

Valdecir ameaça a imprensa: é o começo do fim

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19/11/2009 – 17:11

 Foto:  Nicanor Coelho

 

Valdecir, na coletiva hoje cedo, consulta Jr. Teixeira (Owari) e senta a pua na imprensa.

Outro dia ele ameaçou esbofetear um repórter da RIT, por causa de uma matéria sobre os problemas da saúde que prometeu resolver, e até agora nada! A mesma coisa lá no estádio Chavinha, em Itaporã, com seu vizinho, o intrépido repórter Waldemar Russo. Vive às turras com Eduardo Palomita, da Grande FM e pôs para correr uma equipe da TV Record/MS à época da operação Owari. Humilhou o quanto pôde, depois demitiu de sua assessoria, por causa da tal sacolinha, o jornalista Clóvis de Oliveira, um dos mais queridos e respeitados profissionais do Estado. Hoje, diante de outra notícia que também não gostou, na área da saúde, “convocou” coletiva para dizer que vai processar todo jornalista que não falar a verdade. Se for assim, e, como chumbo trocado não dói, vai faltar advogado nesta cidade, já que a mentira é uma das especialidades do senhor Ari Valdecir.

Toda esta ira foi provocada por uma notinha sobre aluguéis atrasados de imóveis da saúde, no site Douradosnews, do mesmo Clóvis de Oliveira, que acaba de deixar sua assessoria de imprensa. Vai vendo, como diz o Marcão Santos, de O Progresso. Imagine o caro internauta o que Valdecir andará pensando em fazer com o titular deste blog. Como tem plena consciência de que aqui o buraco é mais embaixo, morde e assopra. Uma hora tá de boa, outra, emburrado. Em público, dá demonstrações de civilidade, e até de carinho, mas nos bastidores manda avisar que vem cacete por aí.

Que bom que o prefeito esteja disposto a processar jornalistas. Quem sabe assim, ferida, corporativa, e posicionando-se de modo a fazer jus à condição de quarto poder da República, toda a categoria se una e se antecipe aos procedimentos judiciais, trazendo à tona todas as bandalheiras praticadas ou patrocinadas pelo Valdecir. Começando lá de baixo, do tempo em que era vereador. Lá embaixo, sim, com a história da Érica, a ingênua Érica, lá do 4º Plano. “O nome dela é Érica…” e as muitas historinhas que à dela se assemelham.

Como agora não tem mais dinheiro para a mídia, melhor ainda. Os jornalistas, os peões da notícia, não veem a hora de pegar o Valdecir na curva. E com os patrões abrindo as comportas, vai ser um deus nos acuda. Dos males, o menor: quem sabe assim tenha fim a crônica desta tragédia anunciada.

Ari Valdecir Artuzi, o maior telhado de vidro da história política de Dourados, brigado com a imprensa. É a maior de todas as doideiras. Ou, para felicidade geral dos douradenses, o começo do fim.

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