07/12/2009 – 10:12
“IPTU pode aumentar 100% em Dourados”. Não bastasse esse presentão de Natal do Ari Valdecir aos proprietários de imóveis, anunciado como manchete de primeira página de hoje, o Diário MS também cutuca o prefeito por suas más intenções ao tentar mudar o sistema de escolha dos dirigentes do Previd, para assim poder administrar a gorda poupança de mais de R$ 30 milhões, dinheirinho sagrado do funcionalismo municipal e também por querer acabar com as eleições diretas para diretores de escolas municipais. Já imaginaram o tamanho da farra? O jornal dos Barbara usou expressões fortes como “golpe”, “tirania” e “opressão” para tratar dessas questões. Uai, mas o Valdecir não era tão bonzinho, até poucos dias? Quem te viu, quem te vê.
Jornal que sempre desfraldou a bandeira do Ari Valdecir e da turma Owari/Brothers, pelo menos agora o Diário MS parece que começou a fazer a leitura correta da mais aguda crise política da história de Dourados, tratando o prefeito, encalacrado em denúncias e desmandos administrativos, como realmente ele merece. E como o leitor, que não é besta, exige.
Depois do anúncio do corte do dim dim para os veículos de comunicação e da ameaça de Valdecir de só voltar a liberar verba a partir de março, mesmo assim só para quem se comportar, o Diário começou a ziguezaguear entre alfinetadas em sua coluna política – “De Olho” – escrita pelo jornalista João Carlos Torraca e supervisionada pelo chefe Barbara Neto – e os releases da prefeitura distribuídos pelas páginas internas. Capa (primeira página), todo dia, com foto do Ari? Só pagando. E adiantado!
Só pra se ter uma ideia do nível em que chegou a coisa, hoje o jornal volta à historinha da forma pouco convencional como o prefeito gosta de receber visitas femininas em seu gabinete, em fins de tarde, repercutindo a repercussão de seu próprio texto pela Folha de Dourados.
Os irmãos Barbara, pelo que consta, estariam divididos. O colunista social, Alfredo, querendo escancarar, de novo, a cobertura oficial. O dentista, Sandro (na foto, com o então chefe), que realinhou a arcada dentária do Valdecir e por isso foi ungido como seu secretário de saúde “do coração”, não conseguindo esquecer as intermináveis horas em que passou no xilindró, durante o escândalo Owari, prefere cautela. Está mais preocupado, também, com o leitor.
