10/12/2009 – 12:12
Elevo meus pensamentos a Deus todos os dias na busca de uma luz que me conduza a alguma coisa importante que tenha sido feita pelo nosso ilustre alcaide. Mas, como como podem ver os milhares de internautas que me honram com a audiência – cada vez maior – aqui no blog, está difícil a situação.Vejam, por exemplo, o absurdo da história do patrocínio de R$ 130 mil à “festa da cidade” que será promovida pela rádio do milionário Noninho Barbosa, a FM 101, não por coincidência a mesma onde trabalha o assessor especial da prefeitura e queridinho do Valdecir, Antonio Neres.
Vejam se isso é coisa de gente séria. Primeiro, o Ari, logo ao assumir o cargo, “melou” o já tradicional “Carnaval da Grande”, festa popular que há anos entupia de gente a Praça Antonio João, numa promoção da 92 FM, a rádio de Tonanni. E por que o prefeito fez isso? Pela postura isenta da emissora durante o processo eleitoral. Mais tarde, depois de denúncias de superfaturamento (na gestão do mesmo Neres, na Funced) na contratação de alguns shows, em vez de procurar descobrir e punir os envolidos, Valdecir simplesmente cancelou, esta sim, a mais tradicional de todas as festas populares do Mato Grosso do Sul, a Festa Junina de Dourados, realizada até então ininterruptamente desde 1977.
Detalhes importantes: No Carnaval da Grande FM a prefeitura entrava sempre com um patrocínio médio em torno de R$ 30 mil. Para ser mais exato, no último ano de Tetila, foram apenas R$ 20 mil. Mas o custo da festa, para a emissora, sempre girou em torno dos R$ 120 mil. Na festa junina, a prefeitura nunca gastou mais de R$ 50 mil. Mas o Valdecir iria gastar quase R$ 200 mil. Agora, ele abre o cofre, generosamente, para o grupo Ivan Paes Barbosa, que em Mato Grosso do Sul, representa a rede Record.
Ah, ia me esquecendo. Além de Antonio Neres, pago pela prefeitura para só falar bem do Valdecir na FM 101, tem também o vai-e-vem de Eleandro Passsaia entre a prefeitura e o mesmo grupo Ivan Paes Barbosa. Aí tem.
