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quinta-feira, julho 2, 2026

Vai começar tremer o chão da política

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02/01/2010 – 11:01

A montagem de Anita Tetslaff, que fez sucesso em 2009, e que vai tirar o sono de muita gente a partir de agora.

O governador André Puccinelli recarregando as baterias no litoral Sul do Brasil. O ex-governador Zeca do PT, idem, num de seus refúgios pantaneiros. Imagine quando voltarem de férias. Vai ser um deus nos acuda. André, sacando R$ 2,4 bi da poupança para consolidar seu MS forte. Zeca com Lula da Silva, o cara, o filho do Brasil, na comissão de frente e Dilma Rousseff de porta-bandeira. Haja coração!

Nunca o processo sucessório no Mato Grosso do Sul despertou tanta expectativa. É que jamais as duas principais lideranças estiveram no tête-à-tête. Sempre, na curta história política do MS, houve um boi de piranha na parada. Como na primeira eleição, em 1982, quando o governador Pedro Pedrossian jogou José Elias para ser devorado pela corrente peemedebista – aqui liderada por Wilson Barbosa Martins – que assolava o Brasil. Em 1986, o senador Marcelo Miranda, apeado do governo, lá atrás, por Pedrossian, voltou como vítima, aniquilando Lúdio Coelho, o candidato de seu algoz Pedrossian.

Em 1990, aquele que seria o confronto histórico – Wilson vs. Pedro – não aconteceu porque o chefe do clã dos Barbosa Martins, alegando idade avançada e que estava na hora de preparar seu sucessor na política, jogou Ghandi Jamil na fria, com sua filha, Celina Jallad, de vice. Em 1994 o “velho” Wilson está de volta. Quem é a vítima da vez? Levy Dias. Desta vez Pedrossian errou feio nos cálculos, achando que, escapando do confronto direto com Wilson Barbosa, poderia, pelo menos, se eleger senador. E, aí, começou a sair da cena política, perdendo para Rachid Dérzi. Mas em 1998 Pedrossian se enche de brios para o retorno triunfal ao Parque dos Poderes. Sem Wilson na parada, que lançou Ricardo Bacha, sua eleição seria como tirar doce de criança. Ele só não contava com uma pedra no meio do caminho, chamada José Orcírio Miranda dos Santos, o tal Zeca do PT.

A partir de 2002 os governadores ganham o direito de tentar a reeleição. Depois de mandar Pedrossian mais cedo pra casa e com Wilson Barbosa, aí, sim, aposentado, Zeca do PT não tem adversários. André Puccinelli, já abençoado como sucessor de Wilson e líder nas pesquisas de intenção de voto, mas alegando não poder abrir mão de dois anos como prefeito de Campo Grande, deixa a fila correr, sobrando a bananosa para Marisa Serrano.

Estrategista, André sabe que 2006 é o ano bom. Só não imaginava que seria tão bom, com um adversário tão fraco, como Delcídio do Amaral.

Assim, 2010 pinta como o ano do grande tira-teima. É hora de começar as apostas, pois, como diz o locutor de rodeios, o chão vai tremer!

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