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Aonde o Valdecir vai enfiar o Humberto Jr.?

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06/01/2010 – 20:01

Foto: Assecom

Teixerinha, lendo na cartilha do Valdecir para tentar virar deputado

Quando uma prefeitura inteira, como a de Dourados, mobiliza-se, por ordem do chefe mor, para trabalhar por um candidato, todo mundo começa a acreditar que o sujeito tem alguma chance. No caso, Humberto Jr. (PDT), o preferido do Valdecir para disputar uma vaga à Câmara Federal. Mas aí, como diz meu sogro, o véio Mané, é que surge o “pobrema”: aonde o prefeito vai enfiar o sujeito, ademais, um dos réus da Owari?

Que se saiba, não houve alteração no número de cadeiras, a partir de 2011, no Congresso Nacional. Portanto, continuarão apenas oito os eleitos. Desses, pelo menos quatro tem reeleição praticamente assegurada – Vander Loubet (PT), primeiro-sobrinho de titio Zeca do PT; Geraldo Resende (PMDB), para desespero do Valdecir; Antonio Biffi (PT), que foi com as calças na mão da vez passada e, agora, já tratou de se ajeitar com Delcídio do Amaral e Antônio Cruz (PP), com o índex de pacientes de seu Hospital Evangélico cada vez maior.

Para as quatro vagas “restantes”, a coisa começa a complicar. Veja: Waldemir Moka (PMDB) não é mais candidato, mas para seu lugar o governador André Puccinelli já escalou Edson Girotto (PR). O velho Nelsão Trad (PMDB) pendurou as chuteiras, mas quer deixar a cadeira para o filho Fábio Trad, também peemedebista e, para isso, já determinou a outro filho, o prefeito de Campo Grande, Nelsinho, apoio total e irrestrito ao irmão. Dagoberto Nogueira (PDT) blefa com esse negócio de ser senador, mas o piloteiro do bote de seu chefe João Leite Schimidt jura que ele é, mesmo, candidato a deputado federal, para estourar a boca do balão, assim se cacifando para disputar a prefeitura da capital dois anos depois.

Sobrou Marçal Filho (PMDB) e, aí, uma dupla incógnita: se é candidato a federal ou a estadual e, se for a federal, se se reelege, já que pegou o bonde andando com a descida de Valdir Neves (PSDB), quase na última parada.

Seria esta, então, a única chance do candidato abençoado pelo Valdecir? Em tese, sim, mas a lista não acabou. O tucano Reinaldo Azambuja é tido como favas contadas, não importa a cadeira de quem vá ocupar. E outra notícia ruim para o Teixeirinha: a direção nacional do Democratas deu um ultimado a Murilo Zauith, informando que quer porque quer alguém ocupando a cadeira por ele deixada quando veio ser vice-governador. Neste caso, por ironia, a pedra no caminho do filho de HT pode ser o vereador Gino Ferreira (DEM), que com ele jogou bolitas, já que estará coligado com o próprio Azambuja, podendo se eleger na rebarba. Ou, o secretário de saúde de Campo Grande, o democrata Luiz Henrique Mandeta, tido, também, como forte candidato.

Ah, quer mais? João Grandão (PT), com as sirenes das ambulâncias já silenciadas, tem andado feito doido pelo Estado, na esteira da popularidade do companheiro Lula. Com um detalhe, dobrando com Laerte Tetila (PT), líder das pesquisas para estadual, sem contar aquelas gratas surpresas que surgem de vez enquando, ou algum azarão.

Onde ficou mesmo o Teixeirinha, em que suplência? Mas para o Valdecir nada é impossível. Se ele quer, alguém que vá logo desocupando a cadeira para seu garoto, que até um time de futebol já ganhou do chefe, para tentar chegar lá. 

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