14/01/2010 – 17:01
O jornalista Cícero Faria, em seu consagrado “Informe-C”, em O Progresso (cortaram minha assinatura de cortesia, mas leio na internet), publicou ontem uma notinha que passaria despercebida, não fosse o título, “Ponto final”, o que de imediato nos remete à já famosa Owari, expressão japonesa que, pelo óbvio, deu nome à devastadora operação da Polícia Federal que sacudiu Dourados no mês de julho do ano passado, colocando gente famosa na cadeia, entre políticos e empresários. E o furo do “cururu”, como sempre, soltando veneno pelas ventas: seria de “apenas” R$ 934 mil – e não de R$ 20 milhões, como anunciou o delegado Bráulio Galloni – o rombo da quadrilha nos cofres públicos de Dourados.
Independentemente da assertiva ou não da informação, o fato do xerife Galloni ter, digamos, quebrado a cara (pelo “açodamento” na transmissão dessa informação, durante a entrevista no dia da prisão dos tubarões da Owari) já é motivo de regozijo por parte dos quadrilheiros, principalmente das raposas que, pela lentidão do Judiciário, continuam tomando conta do galinheiro.
Dá até para imaginar, nas rodas de cerveja da minha Cabeceira Alegre, os áulicos destes novos tempos brindando à desgraça do delegado. Principalmente aqueles que andaram propagandeando que o transfeririam daqui.
Não será surpresa, por tudo que (não) tem acontecido em Dourados, se este regozijo se transformar em argumento de campanha, daqui para julho/agosto deste ano. Coisa do tipo: “andaram falando que roubamos 20 milhões, bando de mentirosos!”. Verdade. Meteram a mão em apenas e tão somente R$ 934 mil. Isso, que fique bem claro, só até a deflagração do processo Owari, já que, pelo jeito, nem Galloni, nem os homens do Ministério Público, nem ninguém detém o descalabro instalado na terra de seu Marcelino.
