28/01/2010 – 17:01
Foto: Bosco Martins
Zeca do PT, saindo da sede do MP, hoje cedo, em Campo Grande.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ouviu hoje o depoimento do ex-governador Zeca do PT, iniciando assim o processo administrativo disciplinar determinado pelo Conselho Nacional do Ministério Público, a pedido do próprio Zeca, que se sente perseguido por um grupo de procuradores do Mato Grosso do Sul, mais precisamente “Sottoriva (Marcos Antonio) e o grupo dele”, como fez questão de explicar o ex-governador, à saída do prédio do Ministério Público Estadual, no Parque dos Poderes, em Campo Grande.
“Sempre enfrentei de peito aberto meus problemas sem a prerrogativa dos que se escondem atrás de mandatos. Se cometemos alguns erros temos que ter humildade para corrigi-los, por isso queremos saber com está ação. Queremos justiça, esclarecer de vez a irresponsabilidade das acusações que fizeram contra mim. Este grupo de promotores só trabalhou no sentido de me perseguir, depois que deixamos o governo nunca mais moveram uma palha em nada, usaram o MP para fazer política partidária, contra minha pessoa. Sempre respeitei o Ministério Público e seus promotores, mas este grupo em especial não merece nenhuma credibilidade e nem de exemplo para seus pares”, afirmou Zeca após prestar depoimento ao corregedor Anisio Santos.
Estão sendo acusados de serem tendenciosos nas investigações contra o governo petista os promotores Gilberto Robalinho da Silva, Marcus Fernandes Sisti, Clóvis Amauri Smaniotto, Silvio Amaral Nogueira de Lima e Jiskia Sandri Trentin e o procurador de Justiça, Marcos Antônio Martins Sottoriva. O grupo ajuizou 14 ações criminais e 9 administrativas contra Zeca do PT.
Alegando ser alvo de perseguição, Zeca do PT pediu uma indenização no valor de R$ 500 mil.
Já imaginou se a moda pega e a turma Owari/Brothers, acusada de rapinagem em prefeituras do Sul do Estado, resolve também processar o xerife Galloni e os procuradores daqui? Pelo tanto que a coisa está demorando, pelo forte cheiro de pizza no ar, vindo do mesmo MP, lá no Parque dos Poderes, não é de se duvidar. Afinal, só comprovaram o roubo de coisinha aí de R$ 900 mil, nem perto, portanto, dos 20 milhões inicialmente anunciados. Que titio Zeca não seja o responsável por esse tipo de desserviço, pois seria o fim da picada.
