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quinta-feira, julho 2, 2026

Não se faz mais vereadores como “antigamente”

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10/02/2010 – 15:02

Foto: arquivo

Em lugar de vaquinha de presépio, os organizadores deste nem tão sui generis assim protesto de que tanto falam esta semana deveriam carregar a foto que ilustra este texto para mostrar aos atuais nobres edis o que acontece quando uma Câmara de vereadores faz a lição de casa bem feito, comportando-se como um poder independente. Além de sobrepujar o prefeito da época, Braz Melo, contribuindo decisivamente para o final precoce de sua promissora carreira política, a legislatura 1996-2000 foi a que fez ascender o maior número de seus integrantes ao cenário político estadual e nacional. Com um detalhe, é desta mesma fornada o genes que tanto perturba a população douradense até hoje, já que foi ali, no mandato de Dioclécio Sucupira Artuzi e, com sua morte, que começou a surgir o que viria a ser o fenômeno Valdecir.

Reparem bem a foto. No alto, ao lado de Laerte Tetila, vereador já reeleito e daí virando deputado, ficando na Assembleia apenas dois anos, por ter sido eleito prefeito de Dourados, em 2000, está o vereador Geraldo Resende, eleito deputado estadual em 1998, depois federal, estando em Brasília até hoje. Abaixo, entre José Silvestre e Luiz Akira, está Bela Barros, que também virou deputada estadual e candidata a prefeita, destacando-se, mais à direita, João Grandão, eleito deputado federal em 1998. Fora estes, sucesso absoluto nas urnas, vê-se ainda Carlinhos Cantor, que de funcionário da Câmara, na época, elegendo-se vereador, galgou uma secretaria de Estado, o mesmo acontecendo com seu colega e parceiro Raufi Marques, ao lado dele, também secretário e todo poderoso no governo Zeca do PT.

E por que mais de um terço daquela Câmara foi tão longe assim? Exatamente porque não eram vaquinhas de presépio. Porque deram um calor danado em Braz Melo, escarafunchando e virando do avesso aquela sua tão questionável segunda administração. E olha que Braz era preparado para o cargo e gostava, de verdade, do cheiro do povo, não sendo apenas um criador de factóide como se vê hoje.

Que esta singela “homenagem” desta aguerrida minoria que ainda ousa protestar sirva de lição. Afinal, a atual legislatura ainda tem três longos anos pela frente. É pegar ou largar, seguindo o exemplo de Laerte Tetila, Gerado Resende, João Grandão, Carlinhos Cantor, Bela Barros e Raufi Marques, ou voltar mais cedo pra casa. 

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