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“Por que não te calas?”, seu Zé!

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11/02/2010 – 12:02

Foto: Tião Guimarães

Que não venha o ilustre deputado Zé Teixeira (foto) – o “seu Zé”, para os correligionários – querer engrossar com o blogueiro, como é de seu feitio, até porque estou recorrendo à frase lapidar – “por que não te calas?” – de um rei, sim, do Rei Juan Carlos, da Espanha, endereçada ao presidente venezuelano Hugo Chavez, que serve para ilustrar o comportamento dele ontem no plenário da Assembléia Legislativa, num ataque a André Puccinelli, seu aliado de primeira hora. “O governador fala muita coisa que não deve. Ele deveria se calar e deixar as coisas acontecerem”. Acredite, quem falando! Ele mesmo, o deputado Zé Teixeira, useiro e vezeiro em extrapolar nas palavras, principalmente depois da terceira dose de uísque.

A “contundente” frase do único deputado douradense foi publicada hoje em matéria da página política do CORREIO DO ESTADO. Sinceramente, não conheço a repórter Lidiane Kober, mas é difícil acreditar que tudo o que ela escreveu tenha saído mesmo da boca dos deputados, “mandando” o governador André Puccinelli se calar. Sem falar que é uma causa inglória, comprar briga com Puccinelli para defender a senadora tucana Marisa Serrano, aquela que passa por Dourados de vez em quando só tomar um cafezinho. E qual o problema de se criticar o trabalho de um parlamentar, como teria feito o presidente da Assembléia, Jerson Domingos, para causar tanto rebuliço na base aliada do governo? Aí tem! E quem faz o contra-ataque? Além de “seu Zé Teixeira”, o encrenqueiro Onevan de Matos e o tal professor Rinaldo. Como costuma dizer a colunista Ester Figueiredo, do mesmo jornal, “tenha a santa paciência!”.

Chega ser hilário o festival de besteiras patrocinado pelos nobres parlamentares, segundo, ainda, a jornalista Lidiane. Por exemplo: “O DEM não está debaixo do braço do André”, teria dito “seu Zé”, acrescentando que “se isso é verdade eu não tenho conhecimento, porque não aceito vender minhas posições por nada”. Mas, como não é besta, tratou de emendar: “Da minha parte, vou continuar com o André, desde que ele não esteja no palanque do PT”. Que tal?

Como o ano é eleitoral, o que explica um monte de coisas, se uns mordem, outros assopram. Aí vem o deputado Reinaldo Azambuja, candidato a federal que provavelmente fará dobradinha com todos esses aí, para dizer que “não é atacando que se conseguem aliados”.

Toda essa confusão é pelo ensaio da candidatura de Marisa Serrano ao Governo do Estado, numa terceira via. Estamos em pleno carnaval, mas, ainda impregnados pelo espírito natalino, seria o caso de perguntar: será que a senadora é daquelas que acredita em Papai Noel?

 Por que, aliás, não se calam todos?

 

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