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quinta-feira, julho 2, 2026

Lula lá (em Três Lagoas) e nada cá

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18/02/2010 – 17:02

Foto: Sirnay Moro

Lula em Aquidauana, com o prefeito Fauzi Suleiman e o governador André Puccinelli, sob olhares extasiados da companheirada.

Da última vez, no final do ano passado, estava tudo certo, com bufê contratado e tudo mais para recebê-lo em alto estilo, no que seria a inauguração da Usina de Açúcar e Álcool de José Carlos Bumlai. Alertado de que sua vinda a Dourados poderia gerar polêmica, por causa do burburinho de que além de amigo do peito seria também sócio nos empreendimentos de seu fornecedor de picanhas, cancelou a viagem. No governo Tetila, não foi uma nem duas vezes que deram como certa a vinda dele, para a inauguração da UFGD. Agora, Luiz Inácio Lula da Silva volta ao Estado, mas para visitar Três Lagoas, cidade em que já havia estado, mas apenas para o funeral de outro amigo, o senador Ramez Tebet.

E a pergunta que não quer calar: o que é mais importante para Lula, inaugurar a UFGD, além de fábrica de inteligências uma das maiores obras de seu governo em Mato Grosso do Sul ou uma multinacional de papel e celulose já inaugurada e em pleno funcionamento, em Três Lagoas?

Viajando agora de manhã, de Dourados para Campo Grande, solito, ao volante, e tentando espantar o sono, fazia elucubrações sobre essa indiferença de Lula com a região mais rica do Estado e cheguei a uma conclusão, a única plausível. Só pode ser coisa do Valdecir! Sim, claro! Depois daquele vexame do prefeito douradense em visita ao gabinete presidencial improvisado, no Palácio do Buriti, em Brasília, Lula deve estar querendo distância de Dourados. Vai que o homem, que ali o agarrou até não querer mais resolve cumprir a promessa de beijar-lhe a boca em agradecimento pelas obras do PAC! Cabra macho, Lula, claro, prefere não correr riscos.

A última cidade do Mato Grosso do Sul a ter a honra de receber sua excelência, “o cara”, foi Aquidauana, na inauguração do Trem do Pantanal. Lá, também, a saia justa foi grande, pelo tanto de cupincha na fila dos baba-ovos.

Independentemente das razões da escolha de Lula e seus aliados em Mato Grosso do Sul, que a visita a Três Lagoas sirva de reflexão à classe política douradense. Pode não ser nada, mas o grande salto de desenvolvimento da região foi dado na década de 1970, quando presidentes da República e Ministros de Estado afundavam o trecho entre Brasília e Dourados.

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