25/02/2010 – 08:02
Foto: Midiamax
Pode ser até que Pelé, o rei do futebol mundial, não saiba onde fique Dourados, muito menos que é cidadão honorário da cidade, até porque a honraria caducou e seu autor, o ex-vereador Walter Brandão da Silva, futebolista apaixonado e idealista da política acaba de subir ao andar de cima. Mas certamente que depois do jogo desta quarta-feira, em Campo Grande, sua majestade correu ao mapa do Brasil para saber onde se localiza a cidade de Naviraí, cujo escrete, em pleno Morenão, cometeu o atrevimento de levar apenas um gol do glorioso alvinegro praiano, com Robinho e todos mais, o que dá ao time da cidade de João Martins Cardoso, de Virote, de Ronald de Almeida Cançado e de outros novatos o direito e a honra de pisar, com toda a galhardia, o gramado da Vila famosa, na cidade que dá nome ao time pelo qual o próprio Pelé construiu sua história.
Não fui ver o jogo do Morenão, embora estivesse a poucos metros dali. Preferi acompanhar pela Globo, na casa de meu filho, a estréia de meu Coringão na Libertadores, onde o fenômeno Ronaldo pedalou à lá Robinho.
Bem fez também o mais chato dos santistas que conheço, o governador André Puccinelli, que para evitar uma saia justa de não ter que torcer contra o time “da casa” se mandou para Ivinhema, onde viu o time do correligionário Renato Câmara empatar com o Náutico, também forçando uma segunda partida na Copa do Brasil, o que projeta ainda mais o futebol e o nome dessas cidades no cenário nacional.
Enquanto isso Dourados não pode sequer emprestar seu estádio para jogos como estes, já que o Douradão, interditado pela incompetência da prefeitura, continua como depósito de pneus velhos, hospedaria preferencial do mosquito da dengue.
E o rei Pelé, pelo jeito, só vai saber que Dourados existe quando se encontrar com Walter Brandão num outro plano, para, enfim, ter conhecimento de que um dia chegou a ser o mais ilustre dos douradenses adotados.
