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Valter Pereira “pedala” na pequena área de Moka

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05/03/2010 – 10:03

Foto: Anita Tetslaff

Como o governador André Puccinelli vive invocando o seu Santos Futebol Clube tanto para incentivar as crianças a tomar gosto pelos livros como para desancar adversários, nada melhor do que uma metáfora futebolística para definir a convenção peemedebista do próximo domingo, que vai indicar o candidato do partido ao Senado. Tal qual o atacante Robinho, de volta à Vila Belmiro depois de um giro europeu, o senador Valter Pereira (foto) vem “pedalando” legal na pequena área do adversário, deputado Waldemir Moka, que pretende roubar-lhe a cadeira herdada de Ramez Tebet, o que pode provocar uma reviravolta no projeto eleitoral do governador André Puccinelli.

Em telefonema ontem ao blog o senador e candidato a reeleição estava mais faceiro que ganso novo em taipa de açude. Saindo para a penúltima investida junto aos convencionais do interior antes da convenção (ia a Bataguassu, para depois encerrar o périplo em Caarapó), foi convicto em sua projeção: “vou ganhar e ganhar com folga”, disse Valter Pereira, enumerando alguns redutos de Moka onde virou o jogo. O senador tem plena convicção de que ganha folgado na Grande Dourados, no Bolsão, no Norte do Estado e briga bem em Campo Grande, “apesar da tropa de choque da Antonieta”, uma referência à primeira-dama de Campo Grande, que estaria batendo à porta dos convencionais peemedebistas, pedindo voto para Moka. Ele disse que só não se garante no Sudoeste do Estado, a região do adversário.

Que uma provável vitória de Valter Pereira é um baita pepino para André Puccinelli, não restam dúvidas, já que o governador não esconde sua preferência por Moka. Que pode causar uma reviravolta no projeto político dele, pode. Mas não a ponto de, por exemplo, ignorar-se o resultado da convenção de domingo com o lançamento de um tertius, no caso, o prefeito campo-grandense Nelsinho Trad. Fosse este o caminho, não haveria necessidade de convenção, e Moka não precisaria gastar a verba da Câmara Federal para sair por aí pedindo votos. Além do mais Puccinelli não correria o risco de desrespeitar a vontade soberana dos convencionais do partido.

O que pode acontecer, com Valter Pereira conseguindo o direito à reeleição, é que André, ferido em seus brios, mude o foco de suas prioridades políticas, passando a investir politicamente na eleição de seu vice, Murilo Zauith, aproveitando a deixa – e a oportunidade histórica – para fazer uma baita média com o eleitorado da Grande Dourados, que clama por um Senador.

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