07/03/2010 – 12:03
“É uma quadrilha que se instalou na prefeitura de Dourados para pôr a mão no dinheiro do povo”. (Miguel Vieira da Silva, Procurador Geral de Justiça o Mato Grosso do Sul”.
O prefeito de Dourados, Ari Valdecir Artuzi, e seus comparsas da operação Owari devem ser presos a qualquer momento. É só o Tribunal de Justiça acatar o pedido neste sentido, feito pelo Procurador Geral do Estado, Miguel Vieira da Silva. Como escrevi no texto anterior, é o “efeito Arruda” (governador do Distrito Federal, preso por chefiar o esquema do mensalão de Brasília). Se um governador está no xilindró por meter a mão no dinheiro do povo, por que seria diferente com um prefeito de uma cidade do cafundó-do-judas?
Agora se explica o tom desesperador – e ameaçador – da entrevista de ontem de Valdecir na rádio Grande FM. Ele já devia saber que pode trocar o confortável gabinete do CAM por uma minúscula cela no Harry Amorim Costa.
O jornal CORREIO DO ESTADO de hoje estampa em primeira página o pedido de prisão do prefeito de Dourados. Dele, de Sizuo Uemura, o empresário acusado de distribuir propina ao bando de Valdecir, do vice-prefeito Carlinhos Cantor, do presidente da Câmara, Sidlei Alves e de seus colegas de bancada Jr. Teixeira e Paulo Bambu. Meu amigo Joel, diretor da penitenciária de segurança máxima, vai cortar um doze para abrigar tanta gente ilustre em tão poucas “celas especiais”.
O procurador Miguel Vieira justifica a necessidade de afastamento do prefeito do cargo e de sua ida para a cadeia, tal qual aconteceu com o governador Arruda, para poder aprofundar ainda mais as investigações sobre o desvio de recursos públicos em Dourados. “É uma quadrilha que se instalou na prefeitura para pôr a mão no dinheiro do povo”, acusou.
Dos males o menor, para o Valdecir. Pelo menos vai ter tempo de sobra para ficar mais à vontade, trocar ideias e fazer planos para o pós-prefeitura com seu assessor para assuntos aleatórios, Jorginho Dauzacker, cuja prisão também foi pedida. E Jorginho não vai só. O irmão mais velho, Astúrio Dauzacker, também integra o grupo dos onze que devem ser presos a qualquer momento. A bola está com o Tribunal de Justiça.
