08/04/2010 – 09:04
“Bafo… Bafo… Bafo!”. Alguém se lembra deste refrão? Era um desses jingles de campanha, em ritmo de paródia, dos mais sem-vergonha que se ouviu até hoje. Pois é. Fui injusto, em recente comentário aqui no blog, ao omitir o nome do empresário farinheiro de ossos Marcos Santos, o Bafo de Bode, destemido representante de Dourados que encarou Juvêncio da Fonseca nas eleições para o senado em 1998. Parece que ontem à noite Murilo Zauith e André Puccinelli chegaram a um acordo para que, finalmente, um nome de Dourados faça dobradinha com Waldemir Moka, o candidato já definido em convenção pelo PMDB, para a eleição de senado deste ano, o que deve ser anunciado em grande estilo durante a visita do governador amanhã para o lançamento das obras da Perimetral Norte. Por via das dúvidas, se desta última tentativa de acordo não for sacramentado o nome de Murilo, que se chame o Bafo de Bode. Ele, com certeza, vai topar. E sem maiores exigências.
O grande problema para André Puccinelli é que diante desse impasse os engenheiros da política douradense tomaram a frente e querem resolver a parada da forma que entendem ser a mais democrática: uma audiência pública para se chegar ao nome, não só do candidato a senador, como também do vice-governador. Se tiver clima eles aproveitam e lançam também um candidato a governador. E, não se assustem, caros internautas, se o Ari Valdecir estiver por lá com seu líder Jr. Teixeira, quem sabe saia até um candidato de Dourados à presidência da República.
Interessante é que Aurélio Bonato, cria política de Serginho Castilho, o discípulo número dois de João Leite Schimidt, sugeriu a tal audiência pública, mas já tem no bolso do colete o nome do companheiro de chapa de Zeca do PT: José Carlos Cimatti, em cujo currículo pesa muito mais o DNA político do lendário coronel Juca de Matos do que suas realizações em seis mandatos de vereador.
Pelo menos o Bafo de Bode foi mais pragmático. Com seus quase dez mil votos, não deu trabalho a Juvêncio da Fonseca, eleito com quase 400 mil, nem a Saulo Queiróz e Carmilindo Rezende. Mas também não fez tão feio, deixando a lanterna daquela eleição para um tal de Monje.
