23.3 C
Dourados
quinta-feira, julho 2, 2026

Não se fabrica um Valdecir. Nasce-se Valdecir

- Publicidade -

19/04/2010 – 17:04

Saí de Dourados sexta-feira de manhã, com destino a Três Lagoas, lamentando não poder participar da audiência pública convocada por alguns vereadores para discutir uma melhor inserção do município no cenário político estadual. Estava curioso para saber qual a alquimia a ser proposta por Aurélio Bonato e Jr. Teixeira, até porque, como vereadores do PDT, são ponteiros como cabos eleitorais dos candidatos ao senado Delcídio do Amaral, de Santa Catarina, e Dagoberto Nogueira, de Campo Grande. Este, que há dois anos colocou Dourados abaixo de rabo de cavalo.

Depois de dois dias trancafiado por Ricardo Ojeda numa pousada paradisíaca (nem internet tem lá, pra não termos a desculpa de ter que se preocupar com essas chatices de blog, twitter etc. e tal), vejo a repercussão do tal encontro, com todas as suas controvérsias. E pau no coitado do Inio Coalho, presidente da Associação Comercial, porque à última hora resolveu empombar diante de tanta incoerência e não ceder o plenário que leva o nome do pai do senador Delcídio do Amaral para mais uma afronta ao eleitorado douradense. Ora, se o encontro era para defender a participação dos políticos do município em posições de destaque na disputa eleitoral, o quê Vander Loubet (de onde ele é mesmo?) e o próprio Dagoberto Nogueira têm com isso? Claro que Aurélio Bonatto, que de bobo não tem nada, fez o que fez para dar palanque aos pára-quedistas de sempre, que têm din-din sobrando e, com isso, tentar fazer decolar a própria candidatura a deputado estadual.

Mas no fundo, no fundo, qual a verdadeira razão para todo esse circo? É que toda essa turma, principalmente alguns dos que estavam lá, como Braz Melo, José Elias Moreira, Valdenir Machado, Waldir Guerra e Cia., perderam o bonde da história e agora choram o leite derramado. Por leite derramado leia-se: Ari Valdecir Artuzi. Outro como o Valdecir, surgido no vácuo de uma sonolência profunda da classe política douradense, não nasce tão cedo. Líder como Valdecir não sai de uma ata qualquer. Nosso perfumado e espevitado Valdecir já veio de São Valentim com esta missão Divina. Se quando cresce e se consagra repetidamente pelo voto popular o sujeito resolve virar gerente de conglomerados como o dos Uemura, para se locupletar, isto é outra história. 

Para evitar tamanho mico, alguém precisava explicar a Bonato e demais organizadores do evento que liderança política não se constrói em reuniões desse tipo. E para completar o “serviço” vão oficiar ao governador André Puccinelli e a titio Zeca, os dois principais candidatos ao governo, “exigindo” um nome de Dourados na chapa majoritária (vice-governador ou senador). Santa ingenuidade.

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas Notícias

Últimas Notícias

- Publicidade-