28/04/2010 – 16:04
Foto: Anita Tetslaff
Enterro simbólico da política educacional do Valdecir, hoje cedo no CAM.
Quando era deputado e seu antecessor Laerte Tetila se via às voltas com o professorado o Ari Valdecir era um dos principais aliados do magistério municipal por melhores condições de trabalho e salários. Até adesão ao piso nacional da categoria ele prometeu, quando candidato ao cargo de Tetila. Acompanhava tudo de perto. Fazia piquete, doava camisetas e até distribuía balinhas aos manifestantes. Depois que subiu rampa do prédio da prefeitura, foge de professor tal qual o diabo da cruz. Pior, nem a imexível Marlene Vasconcelos, secretária de educação, ele deixa conversar com os colegas.
A paralisação dos professores, com milhares de crianças sem frequentar aulas, não é uma situação de emergência? Claro que é. Mas para este tipo de emergência, depois de ameaçar os manifestantes com gás de pimenta na porta de seu gabinete, Valdecir vai à justiça, para acabar com a greve e mandar cortar o ponto da turma. Aumento de salário, só aquela mixaria de seis por cento, mais a antecipação dos quatro que havia prometido para setembro.
Acontece que o Valdecir está agora preocupado com outro tipo de emergência. Não. Não são as emergências da saúde. Isso é coisa do passado. Não! Ele não resolveu coisíssima nenhuma lá. Aquela história de que num passe de mágica colocaria tudo em ordem era papo de campanha. (Também, com o Edvaldo Moreira não dava pra resolver, não é mesmo? Se bem que o preposto do Hospital Evangélico estava lá só para segurar a cadeira para o secretário da saúde “do coração” do Valdecir, o dentista Sandro Barbara, mas deram azar, com a Polícia Federal chegando e “cráu” no Sandrão).
Ah, a emergência que “preocupa” agora o Valdecir é o tornado. Não! Não é o Tony Tornado! Até porque, se soubesse de sua existência já o teria sondado para atuar como Leão de Chácara para conter os professores grevistas. O tornado que passou pela cidade na última segunda-feira. Este sim. Preocupa tanto que, rápido no gatilho, sua excelência já providenciou um completo levantamento dos prejuízos para decretar estado de emergência. E o que isso significa? Liberação de grana, sempre muita grana, dos governos do Estado e Federal, sem aquela burocracia que enche o saco.
Mas, afinal, por que o Valdecir não cuida direito da educação, não resolve os problemas da saúde, mas remenda asfalto e tampa buraco por toda a parte? Por causa da chuva, ora bolas. Ah, a chuva. Realmente, tem chovido muito. E faz cada buraco no asfalto… E o Valdecir manda tampar tudo. Tudinho. E rapidinho! Tanto buraquinho, como buracão. Prioritariamente, claro, os buracões, aqueles bitelões, do tipo panelona, mesmo, que levam de 10 a 15 centímetros de brita. Tudo isso? Sim, buracão. É o que mais tem nesta pobre Dourados. Haja dinheiro pra tampar tanto buraco!
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