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quinta-feira, julho 2, 2026

Owari não contém ímpeto fazedor de Valdecir

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06/05/2010 – 08:05

Foto: Anita Tetslaff

Começa assim, com a voz rouca das ruas.

Intelectual da melhor estirpe, depois de, como ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, ter domado a inflação e criado o Real, Fernando Henrique Cardoso, como presidente da República, surpreendeu o Brasil, certa feita, quando anunciou o que seria a fase das grandes realizações de seu governo: a da “fazeção”. O neologismo, do mais absoluto mau gosto, é mais que apropriado para o pós-Owari do Ari Valdecir Artuzi, pelo rumo que vem imprimindo em sua “administração”.

Uma vez acuado pela Polícia Federal, tendo que se escafeder da cidade no porta-malas do carro de um advogado de Campo Grande no fatídico 7 de julho do ano passado; depois encurralado durante dias, até que o desembargador Claudionor Abss Duarte indeferisse o pedido de prisão solicitado pelo Procurador Geral do Estado, Miguel Vieira da Silva, pelo tanto de falcatruas em que conseguiu se envolver em tão pouco tempo, como deveria agir o Valdecir? Se se tratasse de alguém com um mínimo de neurônios, pelo menos com um pouco de cautela. Mas, pelo contrário, as operações Owari-Brother, que desmantelaram a quadrilha que com ele tomou a prefeitura de assalto, não serviram pra nada. E, tal qual o bandido que sai da cadeia e volta a assaltar e a matar, Valdecir e sua turma continuam na mesma toada. É escândalo em cima de escândalo, como se Dourados fosse uma terra sem leis. Ou, uma “Arizona City” como define o competente e cada vez mais frustrado jornalista João Carlos Macarrão Torraca. Que bom se fosse só uma zona.

A penúltima (sim, porque a próxima, já a caminho, terá o efeito de uma tsunami) do Valdecir é de lascar o cano. A tal Ribas e Cia, a empresa “faz-tudo” como bem definiu ontem o CORREIO DO ESTADO, com escritório de fachada numa casa de “táuba”, como diria o Valdecir, na periferia da cidade, já é conhecida como Bombril, por suas mil e uma utilidades. Em seu amplo leque de opções de produtos e serviços (de hortifrutigranjeiros a locação de veículos) colocados à disposição da prefeitura, tudo sem tramóia, sem “purfa”, segundo a imexível Marlene Vasconcelos, secretária de Educação, por cuja pasta foi feita a licitação, estão os serviços de lavanderia. Isso mesmo. Lavanderia. Seria o caso de se perguntar: descuido, ironia ou escárnio?

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