12/05/2010 – 08:05
O ex-governador Zeca do PT chega amanhã a Dourados para, com uma lupa, tentar achar entre as quinquilharias do que sobrou entre os aliados um nome que possa dar um mínino de representatividade regional à chapa com a qual pretende enfrentar o quase douradense André Puccinelli. O vice-governador Murilo Zauith informa que até o fim de semana desata o nó de sua candidatura ao Senado. Mas deve dizer não às pretensões de Puccinelli, que busca, também, alguém da Grande Dourados para fazer companhia ao bela-vistense Waldemir Moka e, assim, consolidar seu projeto de reeleição.
Zeca do PT só pensou em buscar um vice de Dourados depois que Murilo Zauith colocou o bode na sala da governadoria, exigindo alguém de Campo Grande e ligado a André como seu primeiro suplente. O petista tenta tirar proveito da situação, tentando melhorar sua performance depois de encrencado com sua militância pelo velado apoio à candidatura de Ari Valdecir à prefeitura dois anos atrás.
A dificuldade de Zeca em encontrar um vice “douradense” não é maior que a de André na tentativa convencer Zauith de concorrer ao Senado, depois da disposição que o governador demonstrou em fazer Waldemir Moka candidato contra o atual ocupante da tão cobiçada vaga – o senador Valter Pereira. Embora diga que sai de Dourados neste final de semana com o nome definido, Zeca está consciente desta dificuldade, pela absoluta falta de opções entre os aliados, a menos que se convença de compor, novamente, chapa pura. Neste caso, se não abundam, pelo menos as opções dentro do próprio partido são suficientes para recomeçar com um pouco mais de tranquilidade sua troteada para tentar voltar ao Parque dos Poderes, com Laerte Tetila ou o mesmo Egon KKK na gurupa. Qualquer um deles, ou até João Grandão, seria melhor que os ontem citados em entrevista a Antonio Coca, na rádio de Antonio Tonanni.
Desta forma, se pensa mesmo em disputar no mano a mano com Puccinelli, para decidir no olho mecânico, como tem dito, Zeca terá que rever a listinha dos prováveis candidatos a vice. Ou alguém acredita que Lauro de Davi, que andou por Dourados tempos atrás; que o discretíssimo professor Cláudio Freire ou o simplório vereador José Carlos Cimatti podem fazer o contraponto à graça, à simpatia e à competência de Simone Tebet?
Quanto a Humberto Teixeira, há uma pedra no meio do caminho. Aliás, duas: além do próprio emaranhado jurídico que, em princípio, o torna inelegível, têm as broncas do filho Juninho na Owari e tudo isso respinga em Zeca. Já o nome de José Elias Moreira seria a melhor opção, mas depois de tantos anos da bela administração como prefeito de Dourados, que será que o grosso dos eleitores se lembra dele?
Estratégia ou não, Zeca do PT não falou em Tatiana Ujacow, esta sim, candidata a altura para concorrer “de mulher para mulher” com Simone Tebet, sem contar o peso e o prestígio de papai, o consagrado Josephino Ujacow, Pepito para íntimos, ou simplesmente “dr. Jacó”. Muito menos no vice indicado pelo companheiro Ari Valdecir, o “tio Júlio”.
É aguardar para ver, no fim de semana, quem se dará melhor nesta disputa por um “douradense” na majoritária, se Puccinelli com seu poder de persuasão sobre Zauith ou se titio Zeca tirando o nome certo desta cumbuca aí.
