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quinta-feira, julho 2, 2026

Zeca e Murilo num mato sem cachorro

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17/05/2010 – 09:05

 Foto: Anita Tetslaff

Zeca sem vice, Murilo sem suplente. E Dourados chupando o dedo.

Em entrevista a uma rádio comunitária semana passada Zeca do PT disse com todas as letras que sairia de Dourados neste final de semana com o nome de seu candidato a vice-governador. Se saiu, não contou pra ninguém. Limitou-se a um “hahaha”, quando lhe perguntei sobre o assunto, sábado cedo, no microblog twitter. Murilo Zauith, desobedecendo a mais elementar das normas de segurança embarcou no mesmo avião de André Puccinelli sábado à tarde, tanta era a angústia pelo encontro com o deputado Nelson Trad, até então cotado para seu primeiro suplente. Levou um sonoro não e continuou tudo como dantes no quartel de Abrantes. Ou seja, Dourados, que antes tinha lugar cativo em qualquer chapa majoritária que se preze, agora, nem isso.

Esse nhenhenhém sobre o candidato a vice-governador de Zeca do PT e o suplente de Murilo Zauith faz lembrar uma conversa do então prefeito Humberto Teixeira com um grupo de assessores, a propósito da dificuldade de se encontrar um candidato para disputar com o senador Wilson Barbosa Martins a sucessão de Pedro Pedrossian, nas eleições de 1994. O assessor de Planejamento César Azevedo (hoje ocupando o mesmo cargo na prefeitura de Campo Novo do Parecis, no Mato Grosso) que a tudo assistia calado, saiu-se com a mais prosaica das soluções: se ninguém topar, eu posso falar com meu pai. O pai de Cesar, empresário hoteleiro Moacir Marques de Azevedo, havia sido vereador em Dourados, além fundador da Cergrand e do Clube Indaiá. Mas não foi preciso. Levy Dias foi o escolhido para ir para o sacrifício.

Coincidência ou não, todos os nomes até aqui colocados como provável companheiro de Zeca estão mais para Moacir Marques do que para um George Takimoto, Braz Melo ou Egon KKK, que vingaram como coadjuvantes. Menos Zé Elias, neste caso, figurando como criador, já que Azevedo foi uma de suas mais ilustres “crias” políticas.

Zeca está tão em maus lençóis que nem o discretíssimo e sem votos Claudio Freire aceitou a incumbência. Os que estão se oferecendo não somam absolutamente nada, como Lauro de David e José Carlos Cimatti. Humberto Teixeira é bananeira que já deu cacho, além do filho, Jr. Teixeira “Artuzi”, estar encalacrado com a operação Owari, o que pode respingar em Zeca, como se já não bastassem os abacaxis jurídicos que o petista tem para descascar.

A situação de Zauith é mais complicada ainda. Depois do recuo de Nelson Trad devolveu a André Puccinelli a bola – murcha – que ganhou de presente de Nicanor Coelho. Resta saber se o italiano, já de saco cheio desta história, ainda tem disposição de inflá-la.

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