13/07/2010 – 14:07
Foto: divulgação
Treze razões para votar ou cinco metas para imitar?
Tá na sua mão, na minha mão na mão da gente, fazer José Orcírio nosso presidente… ops! É Dilma, a ex fada-madrinha de André Puccinelli, a candidata a presidente do PT, mas, quem não se lembra da musiquinha de campanha de Fernando Henrique Cardoso em 1994? Muito bem. Pois não é que o PT gostou tanto que está agora a imitar os tucanos? Não no jingle, evidentemente, pois teriam que pagar uma nota preta de direitos autorais ao arretado Dominguinhos, mas na proposta – de cinco metas – de FHC, o pai do Real, que deixou o Brasil “zero bala” para que Lula viesse e pudesse fazer tudo o que faz hoje.
Interessante é que titio Zeca fala – por questões óbvias – em seu site, em treze razões que a população teria para votar nele, mas na hora que espreme a coisa, sobram as tais cinco metas. Generalidades, como menos impostos, mais infraestrutura, políticas públicas de qualidade, inclusão social e cidadania e democracia. Tirante esse negócio de democracia, são coisas que ele bem que poderia ter feito nos oito anos em que ficou no governo.
É aquela velha história. Na hora de tomar biritas, de pular carnaval ou de pescar no Pantanal é com Lula, o amigo do peito, mas quando assunto é sério, ou seja, meta de governo, Zeca do PT recorre-se a quem tem história, um passado comprovado de realizações.
Menos mal que o PT não tenha vergonha de copiar o que é bom. Além do mais, o gesto da mão espalmada, em campanha eleitoral, é tão antigo quanto a invenção da roda. Ah, o nome da coligação de Zeca, “A força do povo” é o mesmo usado por Humberto Teixeira, em 1992, na eleição para a prefeitura de Dourados. Como se vê, também em campanha eleitoral, nada se cria, tudo se copia.
