20/07/2010 – 09:07
Até pouco tempo, sem os indefectíveis santinhos não se começava uma campanha eleitoral. Espécie de amuleto, além de, num passe de mágica, transformar ilustres anônimos em emergentes, e, às vezes, até em celebridades, como aconteceu com nosso inestimável Valdecir, essas peças publicitárias sempre foram acessório imprescindível no contato direto com o eleitor, no chamado corpo-a-corpo. Isto, quando alguns mais endinheirados não saiam por aí emporcalhando as cidades, despejando-os a rodo pelas avenidas para a alegria da garotada que faziam festa jogando bafo.
Hoje os caminhos para se atingir o eleitor, principalmente os tais formadores (?) de opinião são outros. Além de mais econômicos e de uma abrangência infinitamente maior, não poluem e não têm contra-indicações. Muito mais que caminhos, aliás, são os atalhos da internet que agora fazem a alegria de candidatos e seus seguidores. Tão bons que chegam a viciar os próprios candidatos, muitos dos quais preferem fazer suas campanhas confortavelmente em casa ou no escritório, atrás de uma simples telinha de computador.
Assim, em vez de santinhos, cartazes, adesivos e plaquinhas em terrenos baldios ou em portas e janelas de residências, a onda agora são os sites, blog, twitter, flickr (galerias de fotos), facebook, orkut, e tantos outros. E mais. Em vez de folder (mala direta) e até das antigas cartinhas aos eleitores: marketing viral. Isso mesmo. Se você recebeu aí em sua caixa de email uma mensagem mostrando titio Zeca chafurdado em garoupas e oncinhas, com explicações sobre sua fortuna, saiba que esta não é a primeira nem será a última mensagem deste tipo a infestar seu computador daqui para outubro. É o novo jeito de fazer de fazer campanha. Se facilita para alguns, para aqueles que têm boas histórias para contar ou muito serviço para mostrar, faz um estrago danado para os tais ficha-sujas ou que andaram fazendo uso indevido com o sagrado din-din de sua excelência, o povo. Ou, o eleitor, agora alvo maior de todo esse massacre.
